Ford prepara Ranger Super Duty 6×6 para disputa militar contra o Defender
A Ford adaptou a Ranger Super Duty em versões 4×4 e 6×6 para participar de um programa do Exército britânico que deve substituir veículos antigos até 2030. A fabricante busca fornecer cerca de 2.500 unidades em um contrato avaliado em 4,8 bilhões de libras, com modelos para transporte de tropas, apoio logístico e atendimento médico.

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Ford entra na disputa por veículos militares no Reino Unido
A Ford desenvolveu uma versão militar da Ranger Super Duty para concorrer a um programa do Exército britânico que deve renovar parte de sua frota até 2030. A fabricante pretende oferecer cerca de 2.500 unidades em configurações 4×4 e 6×6, com um contrato avaliado em 4,8 bilhões de libras. A picape foi preparada para substituir modelos antigos, como o Steyr-Puch Pinzgauer e o Land Rover Defender utilizado pelas forças armadas.
Capacidade off-road e resistência para missões táticas
As adaptações foram desenvolvidas em parceria com a General Dynamics Land Systems UK e a Ricardo, empresas com experiência em engenharia e soluções de defesa. A Ranger Super Duty pode transportar até 1,9 tonelada de carga útil e rebocar 4,5 toneladas. Sob o capô, há um motor V6 3.0 turbodiesel com 209 cv de potência e 61,1 kgfm de torque, combinação voltada ao trabalho pesado e ao deslocamento em terrenos difíceis.
Para enfrentar trilhas, áreas sem pavimentação e cenários de operação militar, o veículo recebe bloqueio dos diferenciais dianteiro e traseiro, caixa de transferência reforçada e suspensão aprimorada. A parte inferior da carroceria conta com proteção em aço, enquanto a altura livre do solo se aproxima de 30 centímetros. A picape também pode atravessar até 85 centímetros de água, recurso essencial em missões realizadas em regiões alagadas ou sem infraestrutura.
Oito versões para diferentes funções no campo de batalha
A Ford apresentou oito configurações da Super Duty. Entre elas, estão versões para transporte de tropas, apoio a equipamentos, operações logísticas e ambulância de campanha. A variedade de aplicações permite que as forças armadas utilizem a mesma base mecânica em missões distintas, reduzindo a complexidade de manutenção e treinamento.
O interior também foi pensado para uso militar. A cabine pode receber uma tela sensível ao toque capaz de operar sistemas táticos, além de interruptores auxiliares pré-cabeados para instalar câmeras, sensores e outros equipamentos. Essas soluções buscam integrar tecnologia de comunicação e monitoramento sem comprometer a resistência exigida em operações fora das estradas.
Produção no País de Gales e testes decisivos
Caso seja escolhida, a conversão dos veículos será realizada nas instalações da General Dynamics Land Systems UK em Merthyr Tydfil e Oakdale, no sul do País de Gales. As unidades também receberiam suporte técnico nesses centros, fortalecendo a estrutura local voltada ao setor de defesa.
Os testes de avaliação pelo Exército britânico estão previstos para ocorrer entre outubro de 2026 e janeiro de 2027. A Ranger Super Duty terá como concorrente o Defender Wolf Series II, além de propostas da General Motors e da Ineos. A decisão definirá qual plataforma será usada na renovação da frota britânica nos próximos anos.
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