Fernando Alonso critica novas regras da Fórmula 1
Bicampeão mundial, Fernando Alonso afirma que o regulamento atual tornou a pilotagem menos divertida e prejudicou circuitos tradicionais. O espanhol defende mudanças no uso da bateria para melhorar as disputas dentro da Fórmula 1.

Divulgação
Alonso defende mudança para recuperar a emoção
Fernando Alonso voltou a criticar o regulamento atual da Fórmula 1 e afirmou que a categoria precisa rever conceitos que, na avaliação dos pilotos, reduziram a diversão dentro das pistas. Para o bicampeão mundial, o excesso de planejamento, simulações e limitações técnicas tornou a pilotagem menos espontânea e mais dependente de estratégias previamente calculadas.
As declarações foram feitas durante as atividades do GP do Azerbaijão, marcado para o sábado, 26 de setembro, no circuito de rua de Baku. Vestindo a camisa da Aston Martin, Alonso se posicionou como um dos principais nomes do grid a cobrar soluções que tornem as corridas mais atraentes tanto para os pilotos quanto para o público.
Pilotos sentem limitações dentro do cockpit
Segundo Alonso, a experiência de quem está ao volante é diferente da percepção de quem acompanha as corridas de fora. O espanhol reconhece que a Fórmula 1 mantém sua audiência e seu apelo, mas destaca que pilotos com trajetórias em outras categorias ou em carros de épocas anteriores percebem com mais intensidade as restrições impostas pelo regulamento.
“Com o regulamento atual, você precisa pensar muito antes de pilotar, porque tudo é programado, a engenharia, as simulações. Há muito menos diversão ao pilotar esses carros”, afirmou. A crítica central está na sensação de que o desempenho do carro é cada vez mais controlado por sistemas e planejamento, deixando menos espaço para decisões puramente instinctivas durante a disputa.
Circuitos tradicionais perderam atrativo
Alonso também apontou que algumas etapas históricas do calendário deixaram de proporcionar grandes emoções. Ele citou Silverstone, Spa-Francorchamps e Suzuka como exemplos de pistas que, segundo sua avaliação, foram prejudicadas pelas características dos carros atuais. Em especial, mencionou trechos famosos como Eau Rouge e a curva 130R, que perderam parte da força em ultrapassagens e disputas mais intensas.
“Há circuitos que foram assassinados este ano”, disse o piloto, usando expressão forte para defender que a Fórmula 1 precisa aprender com corridas melhores e reconhecer aquelas que não entregaram o mesmo nível de entretenimento. Mônaco e Budapeste foram lembradas como provas que funcionaram melhor dentro do calendário.
Solução passa pelo uso da bateria
Como possível caminho, Alonso sugeriu reduzir a potência máxima da bateria, permitindo que a energia seja utilizada por períodos mais longos. A proposta busca alterar a forma como os carros administram a potência elétrica durante as voltas, favorecendo disputas mais constantes e menos dependentes de momentos específicos de aceleração.
A discussão ganha peso porque a Fórmula 1 precisa equilibrar segurança, eficiência e espetáculo. Para Alonso, o desafio é evitar que a tecnologia limite demais a pilotagem e transforme circuitos lendários em palcos de corridas previsíveis. A pressão por ajustes deve crescer à medida que pilotos, equipes e organizadores avaliam o impacto das regras no desempenho e no entretenimento da categoria.
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