Vinícolas em Goiás crescem 9,1% de 2024 para 2025
Goiás passou de 11 para 12 vinícolas registradas e foi o único Estado do Centro-Oeste a crescer no setor. O avanço de 9,1% ficou bem acima da média nacional de 1,9%, reforçando o potencial da vitivinicultura goiana.

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Goiás registrou crescimento de 9,1% no número de vinícolas entre 2024 e 2025, ritmo quase cinco vezes superior à média nacional. O Estado passou de 11 para 12 estabelecimentos com registro válido, enquanto o Brasil saiu de 947 para 965 vinícolas, alta de 1,9% no mesmo período.
Goiás concentra a maior parte das vinícolas do Centro-Oeste
Goías foi a única unidade federativa da região Centro-Oeste a registrar expansão no segmento. Mato Grosso e o Distrito Federal permaneceram com duas vinícolas cada, e Mato Grosso do Sul manteve uma. Ao todo, a região reúne 17 estabelecimentos, dos quais 12 estão em território goiano, o que representa 70,6% do total.
O levantamento do Anuário do Vinho 2026 considera os estabelecimentos cadastrados no Sipeagro, o Sistema Integrado de Produtos e Estabelecimentos Agropecuários, e os produtos denominados vinho. Em 2025, as vinícolas goianas tinham 161 bebidas registradas no Ministério da Agricultura e Pecuária.
Produção goiana ocupa a 7ª posição nacional
A média foi de 13,4 vinhos registrados por vinícola em Goiás. O resultado coloca o Estado na 7ª posição nacional em quantidade de produtos cadastrados, embora fique abaixo da média brasileira, de 16,8 rótulos por estabelecimento. Os números mostram que o setor avança tanto na ampliação das unidades produtoras quanto na diversificação da oferta.
As principais áreas produtoras estão nas regiões Sul, Sudoeste, Centro e Noroeste do Estado. Municípios como Goiatuba, Santa Helena de Goiás, Anápolis, Aragoiânia, Bela Vista de Goiás, Hidrolândia e Itaberaí integram esse mapa produtivo. A uva de mesa ainda predomina, mas há espaço para expandir o cultivo voltado à produção de sucos e vinhos.
Vinhos de inverno impulsionam novas possibilidades
O desenvolvimento dos chamados vinhos de inverno também favorece a consolidação da vitivinicultura goiana. O sistema, estudado pela Embrapa Uva e Vinho, integra uma terceira macrorregião produtora no Brasil, mais recente que as áreas tradicionais do setor.
Nesse modelo, as videiras recebem duas podas anuais e a colheita é deslocada para o inverno, entre junho e agosto. A técnica é aplicada em regiões de clima subtropical e tropical de altitude, geralmente entre 600 e 1.200 metros, permitindo que a maturação das uvas ocorra em condições diferentes das observadas na colheita tradicional de verão.
Brasil ainda depende fortemente das importações
O crescimento das vinícolas ocorre em um mercado nacional ainda marcado pela forte presença de produtos importados. Em 2025, o Brasil comprou 165,7 milhões de litros de vinho no exterior, em operações avaliadas em US$ 560,8 milhões. As exportações somaram 7,3 milhões de litros e US$ 13,8 milhões.
Assim, o volume importado foi cerca de 22,5 vezes maior que o exportado, enquanto o valor das compras externas ficou aproximadamente 40,6 vezes acima das vendas ao exterior. O avanço registrado em Goiás indica uma trajetória positiva para a produção local, mas também evidencia o potencial de crescimento diante da demanda ainda atendida em grande escala por vinhos de outros países.
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