Vendas de bioinsumos crescem 9,6% no primeiro semestre
O mercado brasileiro de bioinsumos movimentou R$ 1,82 bilhão entre janeiro e junho de 2026, impulsionado pelo aumento da área tratada e pelas vendas de bioinseticidas, bionematicidas e biofungicidas.

Divulgação
As vendas de bioinsumos agrícolas no Brasil cresceram 9,6% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior. De janeiro a junho, os negócios somaram R$ 1,82 bilhão, acompanhados por uma expansão de 18,3% da área tratada, que reached 46,2 milhões de hectares.
O avanço da área atendida por produtos biológicos indica maior disseminação dessas tecnologias no campo, mesmo durante a entressafra comercial, período que concentra parte relevante do primeiro semestre. As vendas costumam ganhar força a partir de junho, com a antecipação das compras para o plantio da soja.
Bioinseticidas lideram o mercado
Os bioinseticidas responderam por 47% do valor comercializado no período, alcançando R$ 858,2 milhões e crescimento de 10,2% ante o primeiro semestre de 2025. O segmento tem participação expressiva no cultivo do milho safrinha e segue como a principal categoria entre os bioinsumos vendidos no país.
Bionematicidas e biofungicidas avançam
As vendas de bionematicidas totalizaram R$ 542,8 milhões, com alta de 11,8%. Voltados ao combate de nematoides fitoparasitas, esses produtos apresentam adoção aproximada de 35% na cultura da soja e acompanham de perto o calendário de plantio, intensificando o ritmo comercial a partir de junho.
Os biofungicidas registraram o maior crescimento entre os segmentos com desempenho positivo, avançando 19,8% e somando R$ 311,5 milhões. Na soja, a adoção dessa categoria é de aproximadamente 24%, segundo o levantamento setorial. O resultado reforça a busca por alternativas biológicas para o controle de doenças e o manejo sanitário das lavouras.
Inoculantes recuam apesar da alta adoção na soja
Apesar da relevância tecnológica, o mercado de inoculantes apresentou retração de 21,5% nas vendas, totalizando R$ 107 milhões. Esses produtos reduzem a dependência de fertilizantes nitrogenados e possuem adoção superior a 90% na cultura da soja, mas enfrentaram queda no volume comercializado durante o período analisado.
Novos registros biológicos ganham novos produtos biológicos
O segmento também registrou 61 novos produtos biológicos no país entre janeiro e 24 de setembro de 2026. O número corresponde a 38% do total registrado durante todo o ano anterior. Desses lançamentos, 44 são agentes microbiológicos, representando 72% dos novos registros.
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