Soja e milho registram quedas na bolsa de Chicago com estoques elevados
Cotações da soja e do milho operam em baixa nesta sexta-feira na bolsa de Chicago, influenciadas pela divulgação de estoques maiores nos Estados Unidos. O trigo, por outro lado, apresenta leve valorização.

Divulgação
Os mercados de commodities agrícolas iniciaram o dia de sexta-feira com movimentações distintas na bolsa de Chicago. A soja, um dos grãos de maior relevância para o agronegócio brasileiro, registrou uma leve queda em suas cotações. Os contratos futuros com vencimento em novembro de 2026 apresentaram desvalorização de 0,14%, sendo negociados a US$ 12,82 por bushel. Essa tendência de baixa acompanha a performance negativa do farelo de soja, que tem sido a commodity mais sensível às recentes divulgações de dados.
Estoques de milho impulsionam queda da soja
A pressão sobre os preços da soja está diretamente ligada à divulgação de estoques de milho nos Estados Unidos que superaram as expectativas do mercado. A oferta mais robusta do cereal tem levado a uma reavaliação das posições, impactando negativamente as cotações da oleaginosa. A relação entre os grãos é intrínseca, e o desempenho de um frequentemente reflete no outro, especialmente quando fatores de oferta e demanda se tornam determinantes.
Milho segue em baixa, trigo avança
O milho também não escapou da pressão de venda, operando em queda. Os contratos com entrega prevista para dezembro de 2026 recuaram 0,2%, com o bushel cotado a US$ 5,01. A elevação nos estoques de milho nos EUA é o principal fator por trás dessa desvalorização. Em contrapartida, o trigo apresentou um cenário oposto, com seus contratos para dezembro de 2026 registrando uma valorização de 0,26%, alcançando US$ 6,8425 por bushel. Essa divergência pode ser atribuída a fatores específicos de oferta e demanda do trigo, que não seguem a mesma dinâmica dos demais grãos nesta sessão.
Mercado atento a novos dados e projeções
O comportamento dos preços na bolsa de Chicago é um termômetro importante para os produtores e exportadores brasileiros. A volatilidade observada nesta sexta-feira reflete a constante interação entre dados de produção, estoques globais, condições climáticas e as projeções de demanda. Os agentes do mercado continuam atentos a quaisquer novas informações que possam alterar o curso das cotações, buscando oportunidades e ajustando suas estratégias de comercialização diante do cenário internacional.
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