Sistema de produção de aves e mel do Brasil recebe aval da União Europeia para exportação
Após rigorosa auditoria, a União Europeia publicou um relatório que aprova o sistema brasileiro de produção de carne de aves e mel, abrindo caminho para a retomada das exportações ao bloco. A decisão reforça a conformidade do Brasil com as exigências sanitárias europeias.

Divulgação
Em um movimento que promete aquecer o setor agropecuário nacional, a União Europeia (UE) publicou um relatório crucial nesta segunda-feira (28 de setembro de 2026), sinalizando a aprovação do sistema brasileiro de produção de carne de aves e mel. O documento, resultado de uma minuciosa auditoria, é um passo gigante para a retomada das exportações desses importantes produtos agrícolas brasileiros para o exigente mercado europeu, após um período de restrições.
Sistema de fiscalização brasileiro é validado
A avaliação positiva veio da Direção Geral de Saúde e Segurança dos Alimentos (DG Santé) da Comissão Europeia, que analisou com satisfação as cadeias produtivas de carne de aves e mel. As autoridades sanitárias europeias foram categóricas ao concluir que o sistema de fiscalização brasileiro está em total conformidade com as rigorosas exigências sanitárias do bloco. Durante a missão técnica, que ocorreu entre 24 de agosto e 4 de setembro deste ano, os inspetores verificaram detalhadamente o controle oficial e, crucialmente, confirmaram a proibição de substâncias que estimulam o crescimento animal, um ponto chave para a aprovação.
Reconhecimento da excelência agropecuária
A notícia foi recebida com entusiasmo pelas autoridades brasileiras. O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, ressaltou a importância da validação europeia. “Essa avaliação da missão técnica europeia sobre a carne de frango e o mel brasileiros só confirma o que já sabíamos: a excelência e a solidez do nosso sistema de defesa agropecuária”, afirmou o ministro. “Ser aprovado representa o reconhecimento de um trabalho sério, rigoroso e permanente desenvolvido pelos nossos produtores”. Agora, o Ministério da Agricultura e Pecuária busca incluir o tema na pauta da próxima reunião do Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos e Rações da Comissão Europeia, agendada para 20 e 21 de outubro, para a decisão final que selará a reabertura do mercado.
Contexto de restrições anteriores
Vale lembrar que essa aprovação chega após um período desafiador para o agronegócio nacional. Em 12 de maio, a União Europeia havia anunciado a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar carne bovina e de frango, medida oficializada em 5 de junho e que entrou em vigor em 3 de setembro. A justificativa do bloco era a falta de informações exigidas pela Comissão Europeia para assegurar que a carne e outros produtos de origem animal cumpriam os requisitos da UE sobre o uso de antimicrobianos. A legislação europeia proíbe estritamente o uso desses medicamentos para estimular o crescimento ou aumentar o rendimento dos animais, preocupada com o risco de acelerar o surgimento de bactérias, vírus e fungos resistentes a medicamentos essenciais, o que torna a atual validação um marco ainda mais significativo para o comércio exterior brasileiro.
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