Preço da soja inicia a semana em queda em diversas regiões do país
Apesar do recuo pontual, cotações internas se mantêm firmes com oferta restrita e expectativas climáticas favoráveis.

Divulgação
O mercado brasileiro de soja registrou um início de semana com desvalorização em diversas praças de negociação. Nesta segunda-feira, o indicador Cepea/Esalq, com base no porto de Paranaguá (PR), apontou uma queda de 0,35%, negociando a saca a R$ 160,43. Essa variação, embora represente um recuo no dia, não altera o cenário de sustentação dos preços no mercado interno, impulsionado pela disponibilidade limitada do produto.
Produtores relutam em negociar grandes volumes
Um dos fatores que contribuem para a firmeza das cotações internas é a resistência dos produtores em liquidar grandes volumes de soja. Essa postura abrange tanto a comercialização da safra remanescente de 2025/26, para entrega imediata, quanto os contratos a termo referentes à temporada 2026/27. A expectativa é de que a menor oferta no mercado contribua para manter os preços em patamares favoráveis.
Fatores climáticos e cambiais sustentam o mercado
Para além da oferta restrita, outros elementos continuam a influenciar positivamente o mercado de soja. Preocupações com o clima, especialmente os possíveis impactos do fenômeno El Niño no desenvolvimento da nova safra, e a valorização do dólar em relação ao real são fatores que auxiliam na sustentação dos valores. Esses elementos criam um ambiente de incerteza que leva os produtores a aguardarem melhores condições para a venda.
Quedas pontuais em importantes polos produtores
A segunda-feira também foi marcada por quedas nos preços da soja em outras 38 praças de negociação monitoradas. Em Ponta Grossa (PR), por exemplo, a saca registrou uma desvalorização de R$ 3 em relação ao fechamento de sexta-feira, sendo negociada a R$ 153. Em Primavera do Leste (MT), a queda diária foi de R$ 2, com o preço estabelecido em R$ 143 por saca. Já em Luís Eduardo Magalhães (BA), a soja teve baixa de R$ 3, alcançando R$ 145 a saca. Apesar dessas flutuações pontuais, o panorama geral indica uma boa valorização do grão no mercado interno.
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