Seca no Brasil impulsiona alta do café na bolsa de Nova York
Condições climáticas adversas nas lavouras brasileiras afetam a oferta e elevam os preços do café arábica no mercado internacional, enquanto outros commodities como cacau e açúcar registram quedas.

Divulgação
O mercado de commodities agrícolas em Nova York apresentou movimentações distintas nesta quarta-feira (30/9), com o café arábica despontando em alta. Os contratos com entrega prevista para dezembro de 2026 registraram uma valorização de 2,47%, alcançando 2,9655 centavos de dólar por libra-peso. Essa ascensão é diretamente atribuída às preocupações com a oferta decorrentes da falta de chuva em importantes regiões produtoras do Brasil, o que pode impactar significativamente a safra de 2026/27.
Impacto da seca nas lavouras brasileiras
A persistente estiagem em diversas partes do território nacional tem gerado apreensão entre os produtores e analistas do setor. A ausência de precipitações adequadas compromete o desenvolvimento das plantas de café, afetando a produtividade e a qualidade dos grãos. Essa perspectiva de menor oferta no mercado global, diante da forte demanda, é o principal motor por trás da valorização do café arábica na bolsa de Nova York.
Outras commodities em cenários diversos
Em contrapartida, o cacau e o açúcar operaram em queda. Os contratos futuros da amêndoa de cacau com vencimento em dezembro de 2026 recuaram 0,72%, negociados a US$ 5.368 por tonelada. Essa desvalorização é influenciada pela valorização do dólar, que atingiu a máxima em dois meses, tornando as commodities mais caras para compradores que utilizam outras moedas. O açúcar também seguiu a tendência de baixa, com contratos para outubro de 2026 caindo 1,68% e sendo negociados a US$ 17 por libra-peso.
Algodão e suco de laranja em alta
O cenário de commodities apresentou também altas pontuais. O algodão, com papéis com entrega prevista para dezembro de 2026, subiu 0,44%, cotado a 79,17 centavos de dólar por libra-peso. O suco de laranja concentrado e congelado também registrou ganhos, com os contratos mais negociados, para novembro de 2026, avançando 0,23% e alcançando US$ 1,5445 por libra-peso. Esses movimentos refletem a complexa dinâmica de oferta e demanda, influenciada por fatores climáticos, econômicos e geopolíticos.
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