Realização de lucros pressiona preços da soja em Chicago
Soja recua 0,06% em Chicago, cotada a US$ 13,1975 por bushel, puxada por realização de lucros, queda no óleo de soja e falta de novas vendas à China.

Divulgação
Os preços da soja negociados na Bolsa de Chicago registraram leves quedas nesta quinta-feira (17/9), em uma sessão marcada pela cautela dos investidores. Os contratos do grão para novembro fecharam praticamente estáveis, com recuo de apenas 0,06%, a US$ 13,1975 por bushel. A movimentação discreta mostra que o mercado acompanha de perto os sinais de demanda da China e o avanço da colheita nos Estados Unidos.
Mercado realiza lucros após dias de alta
A principal pressão vendedora veio da realização de lucros após três sessões consecutivas de ganhos. Esse movimento é comum quando os investidores decidem vender parte de suas posições para garantir resultados positivos. Com menos compradores dispostos a empurrar as cotações para cima, os contratos de soja perderam força, embora o recuo tenha sido limitado.
Óleo de soja perde força
A queda nos preços do óleo de soja também contribuiu para o resultado negativo. O derivado vinha oferecendo sustentação ao complexo da oleaginosa, mas perdeu espaço na sessão. Sem esse apoio, os contratos futuros ficaram mais vulneráveis às vendas e encerraram o dia com pequena desvalorização.
Compras da China ainda aguardam confirmação
Outro fator de cautela foi a ausência de confirmação, pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), de novas vendas antecipadas de soja americana à China durante a semana. As exportações para o maior importador mundial costumam influenciar o humor do mercado. Sem um novo sinal de demanda, os investidores preferiram adotar postura mais conservadora.
Colheita mantém pressão sobre as cotações
O avanço da colheita nos Estados Unidos reforça a perspectiva de aumento da oferta disponível no mercado internacional. Em um cenário de demanda ainda sem impulsos mais fortes, a chegada da nova safra tende a limitar avanços expressivos dos preços. Para o agronegócio brasileiro, as cotações de Chicago seguem como referência importante, mas a oscilação desta sessão foi pequena e, por si só, não indica uma mudança definitiva de tendência.
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