Preço do cacau cai 3,46% na bolsa de Nova York com aumento da oferta
O cacau recuou 3,46% em Nova York, cotado a US$ 5.772 por tonelada, pressionado pelo crescimento da produção e das chegadas aos portos da Costa do Marfim. Algodão, açúcar, suco de laranja e café também fecharam em baixa.

Divulgação
O cacau encerrou a sessão mais recente na bolsa de Nova York com queda de 3,46%, cotado a US$ 5.772 por tonelada nos contratos para dezembro. O movimento reforça a perda de força observada nas últimas sessões e levou o produto ao menor patamar em uma semana.
Oferta maior pressiona o cacau
A principal pressão vem do aumento da oferta em origens relevantes, especialmente na Costa do Marfim, maior produtor mundial. A produção do país africano alcançou 2,06 milhões de toneladas entre junho de 2025 e junho de 2026, alta de 30% sobre as 1,58 milhão de toneladas registradas no ciclo anterior.
As chegadas aos portos marfinenses também cresceram 18% no acumulado da safra 2025/26. Com mais produto disponível no mercado, os estoques vinculados à bolsa de Nova York avançaram para 3,43 milhões de sacas, o maior volume em dois anos.
Esse cenário reduz a percepção de aperto imediato de oferta que havia sustentado as cotações internacionais. Para o mercado, a combinação entre produção em alta, maior fluxo portuário e crescimento dos estoques cria um ambiente favorável à realização de vendas e à continuidade da pressão baixista.
Algodão acompanha o movimento de baixa
O algodão também recuou de forma expressiva. Os contratos para dezembro fecharam em queda de 2,60%, a 82,17 centavos de dólar por libra-peso. A commodity havia se beneficiado anteriormente da oferta mais ajustada de pluma e da valorização do petróleo, mas perdeu força diante de sinais menos favoráveis de demanda.
Entre os fatores negativos estão o desempenho abaixo do esperado da economia global, margens reduzidas na indústria têxtil, menor ritmo de compras da China e produção brasileira acima das projeções. O conjunto indica um equilíbrio mais confortável entre oferta e demanda do que o mercado avaliava em momentos anteriores.
Açúcar recua em meio a realização de lucros
O açúcar demerara para março do próximo ano caiu 3,02%, para 18,32 centavos de dólar por libra-peso. A baixa foi associada à realização de lucros após avanços anteriores, embora as estimativas para a safra global de 2026/27 ainda apontem, em sua maioria, para déficit de oferta.
Suco de laranja e café também cedem
O suco de laranja concentrado e congelado, conhecido como FCOJ, registrou queda pelo segundo pregão consecutivo. Os contratos para novembro recuaram 3,65%, para US$ 1,40 por libra-peso, acompanhando um movimento mais amplo de ajustes nas commodities agrícolas.
O café arábica manteve a tendência de baixa em Nova York. Os contratos para dezembro fecharam com recuo de 1,79% na quarta-feira anterior, a US$ 2,7650 por libra-peso. Em conjunto, os movimentos mostram maior disposição dos investidores para reduzir posições compradas em diferentes mercados agrícolas.
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