Mercado do boi gordo aquece e preços sobem em algumas regiões
Compradores retomaram parte das aquisições e provocaram altas pontuais nas cotações do boi gordo. A melhora na liquidez, porém, convive com vendas internas fracas e cautela dos frigoríficos.

Divulgação
Compradores retomam aquisições em praças selecionadas
O mercado do boi gordo apresentou sinais de aquecimento nesta terça-feira (22/9), com compradores mais ativos em várias regiões. A retomada pontual das compras resultou em elevação de R$ 5 por arroba em praças de Colíder e Cuiabá, em Mato Grosso; Campo Grande e Cassilândia, no Mato Grosso do Sul; e Goiânia, em Goiás.
Com os novos negócios, a liquidez do mercado melhorou de forma geral. Os frigoríficos passaram a trabalhar com escalas de abate suficientes para atender à demanda por períodos entre quatro e dez dias. Ainda assim, parte dos produtores prefere adiar a venda na expectativa de reajustes mais expressivos nas próximas negociações.
Altas pontuais convivem com estabilidade no restante do país
Entre as praças monitoradas, dez registraram avanços nas cotações. As quedas ficaram restritas ao oeste do Rio Grande do Sul e a Roraima, enquanto as demais localidades apresentaram estabilidade. O quadro revela um mercado menos pressionado, mas ainda sem força suficiente para sustentar uma alta generalizada.
Em Araçatuba e Barretos, em São Paulo, referências importantes para a formação de preços, o boi gordo permaneceu cotado a R$ 350 por arroba para pagamento em 30 dias. As cotações do boi China, da vaca e da novilha não apresentaram mudanças, indicando que o movimento positivo continua concentrado em praças e categorias específicas.
Vendas internas fracas limitam avanço das cotações
No Estado de São Paulo, o volume de negócios foi reduzido, com parte da indústria sem interesse em ampliar as compras. As vendas de carne no varejo seguem em ritmo lento, enquanto os frigoríficos mantêm escalas de abate compatíveis com a demanda atual. Esse cenário reduz a necessidade de reposição imediata de animais e favorece uma postura cautelosa dos compradores.
Entre os frigoríficos que continuam adquirindo gado, há diferentes estratégias. Alguns tentam negociar abaixo das referências vigentes, pressionados pelo desempenho modesto do mercado interno. Outros aceitam operar dentro das cotações praticadas, especialmente quando precisam complementar a programação dos abates.
A oferta de animais permanece controlada, o que impede uma queda mais forte dos preços. Ao mesmo tempo, a ausência de demanda mais robusta por carne limita a capacidade de alta. O resultado é um mercado equilibrado sob tensão, no qual os avanços pontuais dependem tanto da necessidade dos frigoríficos quanto da resistência dos produtores em vender por preços considerados baixos.
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