Mamão havaí tem preços pressionados no Espírito Santo e no sul da Bahia
A maior disponibilidade do mamão havaí derrubou os preços no Norte do Espírito Santo e no sul da Bahia entre 14 e 18 de setembro. As chuvas ainda não afetaram a produção, mas exigem monitoramento por causa dos riscos à qualidade dos frutos.

Divulgação
Após uma semana de estabilidade, a maior disponibilidade de mamão havaí provocou queda nos preços praticados no Norte do Espírito Santo e no sul da Bahia entre 14 e 18 de setembro. Com mais produto disponível para comercialização, compradores passaram a exercer maior pressão sobre as cotações, interrompendo a trajetória de estabilidade observada na semana anterior.
Chuvas em volumes elevados
As chuvas ganharam intensidade durante o período, sobretudo no norte capixaba. Em Linhares, o volume precipitado até o dia 18 já superava em 60% o total esperado para todo o mês de setembro. Situação semelhante foi registrada em Teixeira de Freitas, no sul baiano, onde a chuva ultrapassou 70% da expectativa mensal no mesmo intervalo.
Produtores das duas regiões não relataram impactos expressivos no desenvolvimento dos mamoeiros. Em parte das lavouras, a água disponível no solo inclusive é avaliada de forma positiva, pois favorece a evolução dos frutos e reduz a necessidade de complementação hídrica.
Variedade registra recuos relevantes
No Sul da Bahia, o mamão havaí do tipo 12-18 foi negociado a R$ 1,11 por quilo, recuo de 36% em comparação com a semana anterior. No Norte do Espírito Santo, a mesma variedade saiu a R$ 1,20 por quilo, queda de 24% na comparação semanal. Os resultados mostram que o aumento da oferta teve efeito imediato sobre os preços, mesmo sem sinais de danos generalizados à produção.
Risco está na continuidade das chuvas
O principal ponto de atenção está na persistência do regime de chuvas. Se os volumes continuarem elevados ou se intensificarem, o excesso de umidade poderá facilitar a incidência de doenças fúngicas e o surgimento de manchas nos frutos. Esses problemas podem afetar a aparência, a conservação e a classificação comercial, reduzindo a qualidade percebida pelo mercado.
Até o momento, o manejo das lavouras permanece dentro da normalidade, sem mudança relevante na oferta atribuível exclusivamente às precipitações. Mesmo assim, produtores e comerciantes devem acompanhar os próximos dias com cautela. Alterações na qualidade ou no ritmo de colheita podem modificar a disponibilidade do fruto e reacender a pressão sobre as cotações nas próximas semanas.
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