Feijão fica mais caro com menor produção e estoques apertados
A redução da produção e o baixo volume de estoques sustentam altas do feijão, especialmente do tipo preto, enquanto compradores ficam mais cautelosos diante dos preços.

Divulgação
Os preços do feijão permanecem pressionados no mercado brasileiro durante setembro. A combinação entre menor produção, estoques finais reduzidos e retirada gradual do grão da terceira safra tem limitado a disponibilidade do produto nas praças de consumo. O efeito é sentido com mais intensidade no feijão-preto, que vem registrando valorizações relevantes, especialmente no Paraná.
Menor produção reduz a oferta disponível
No balanço de oferta e demanda da safra 2025/26, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima estoques finais de apenas 98,1 mil toneladas. Esse volume restrito reduz a folga para o mercado absorver eventuais oscilações e deixa os vendedores com menor disposição para conceder descontos.
O cenário também limita a chegada de novas ofertas. À medida que a comercialização da terceira safra avança, a disponibilidade do produto tende a diminuir progressivamente. Com isso, compradores acompanham mais atentamente o ritmo de saída do grão do mercado e a relação entre demanda e estoque disponível.
Compradores ficam cautelosos com altas
No feijão-carioca, os vendedores continuam resistentes a negociações por valores menores. De outro lado, os compradores demonstram cautela após a sequência de aumentos nas cotações. Essa postura pode desacelerar transações pontuais, mas não elimina a pressão sobre os preços enquanto a oferta continuar apertada.
O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) observa que a produção menor do ciclo, somada ao estoque limitado, sustenta as cotações ao longo do ano. A tendência indica que o equilíbrio entre oferta e demanda será determinante para a formação dos preços nos próximos meses, com risco de manutenção dos patamares elevados se a reposição do produto não aumentar.
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