Irrigação de precisão cresce no Brasil e amplia demanda por infraestrutura
Pivôs centrais e gotejamento subterrâneo ganham espaço no campo brasileiro, impulsionados pela busca por produtividade e uso eficiente da água. Para funcionar em escala, a tecnologia depende de tubulações resistentes, pressão estável e controle de qualidade.

Divulgação
O Brasil vive uma transformação importante na forma de conduzir a água no campo. O gotejamento subterrâneo, que leva o recurso diretamente à região das raízes, e os pivôs centrais, usados em grandes áreas, estão entre as soluções mais procuradas por produtores e empresas de projetos agrícolas. Levantamento da Embrapa com dados até outubro de 2024 mostrou que a área irrigada por pivôs centrais cresceu mais de 14% em dois anos, reaching 2,2 milhões de hectares. Estudos da ESALQ-USP indicam que a irrigação pode elevar a produtividade por área de duas a quatro vezes em comparação com o sistema de sequeiro.
Tecnologia exige infraestrutura confiável
O avanço da irrigação de precisão, no entanto, não depende apenas de sensores, softwares e automação. A água precisa chegar ao talhão com pressão adequada, vazão constante e sem perdas. Vazamentos, conexões mal dimensionadas e tubulações frágeis podem comprometer todo o projeto, mesmo quando o produtor utiliza equipamentos modernos de monitoramento.
Nesse cenário, a infraestrutura de tubulação ganhou papel estratégico. A Asperbras, fundada em 1985 em Penápolis, no interior de São Paulo, atua há mais de quatro décadas nesse segmento e abastece diferentes sistemas usados no campo, incluindo aspersão convencional, gotejamento e engate rápido.
A empresa mantém seis plantas industriais em São Paulo, Rio Grande do Norte e Bahia, com capacidade anual de 60 mil toneladas de PVC. Seu portfólio inclui tubos de DN 15 a DN 500 e pressões nominais de PN 40 a PN 125, com linhas para adutoras de grande diâmetro, linhas móveis, linhas fixas e aplicações agropecuárias. Os produtos são fabricados em PVC azul e identificados para uso em irrigação.
Expansão acompanha o Cerrado e o MATOPIBA
Em 2025, a companhia concluiu uma ampliação da capacidade produtiva de PVC, motivada pelo crescimento da demanda por materiais destinados a projetos de gotejamento e pivô central. As regiões do Cerrado e do MATOPIBA concentram mais de 70% dos equipamentos de irrigação do país e seguem como importantes polos de expansão agrícola.
Para os produtores, o desafio vai além da compra do tubo. É necessário dimensionar corretamente cada trecho da rede, escolher a pressão nominal adequada e garantir entrega compatível com o cronograma da lavoura. A distribuição técnica passa a ser parte essencial do resultado final do sistema.
Inteligência artificial entra nos talhões
A irrigação inteligente já avança em propriedades brasileiras. Projetos com gotejamento integrado a plataformas de inteligência artificial registraram redução de até 36% no consumo de água por quilo de café produzido e cerca de 15% nos gastos com energia elétrica das bombas. As recomendações consideram temperatura, precipitação, umidade relativa e evapotranspiração收集 coletadas por estações meteorológicas instaladas nos talhões.
A Embrapa também desenvolveu um sensor de baixo custo, patenteado no Brasil e nos Estados Unidos, capaz de regular o fornecimento de água conforme a umidade do solo. A tecnologia pode ser aplicada em sistemas de aspersão, gotejamento e inundação, em propriedades de diferentes portes. Plataformas nacionais de IA prescritiva já integram dados de clima, solo, sensores e histórico de manejo para indicar quando irrigar, em que quantidade e por quanto tempo.
Infraestrutura define o resultado da irrigação
Apesar dos avanços digitais, a precisão do sistema continua dependente da rede física. Uma variação de pressão, uma vedação deficiente ou a degradação do material por fertirrigantes pode distorcer leituras e reduzir a eficiência das recomendações tecnológicas. Por isso, tubos e conexões precisam ser avaliados antes de chegar ao campo.
A Asperbras realiza ensaios de estanqueidade e resistência à pressão interna em laboratório próprio antes de cada lote ser liberado. A cadeia produtiva opera sob gestão da qualidade certificada pela norma ISO 9001, com testes que também incluem impacto e deformação térmica. A rastreabilidade permite identificar a origem da matéria-prima, o processo produtivo e a entrega final de cada tubo ou conexão.
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