Goiás registra superávit de Us$ 5,6 bilhões na balança comercial até agosto de 2026
Agronegócio lidera resultado positivo das exportações goianas, impulsionado principalmente pela soja e pelo setor de carnes. China concentra quase metade das vendas externas do Estado.

Divulgação
Goiás acumulou superávit comercial de US$ 5,6 bilhões entre janeiro e agosto de 2026. As exportações somaram US$ 9,6 bilhões, representando mais de 14 milhões de toneladas de produtos enviados ao exterior, enquanto as importações ficaram acima de US$ 4 bilhões. O resultado reforça a força do Estado no comércio exterior e a dependência positiva de sua pauta em relação ao agronegócio.
Agro concentra a maior parte das exportações
O complexo soja foi o principal produto de exportação, responsável por 51,94% do valor comercializado no período. Foram US$ 5 bilhões em vendas externas, evidenciando a importância da commodity para a economia goiana. O setor de carnes ocupou a segunda posição, com US$ 1,9 bilhão e participação de 20,58% no total. O segmento avançou 21,47% em comparação com os oito primeiros meses de 2025.
Dentro da cadeia de proteínas, a carne bovina representou 15,96% das exportações estaduais. O bom desempenho do setor mostra a competitividade da produção goiana nos mercados internacionais, especialmente em um cenário no qual alimentos, proteínas e grãos continuam entre os principais produtos brasileiros negociados com outros países.
Minérios e milho complementam a pauta
Além dos líderes, o complexo milho registrou US$ 199 milhões em vendas, equivalentes a 2,07% do total exportado. As ferroligas somaram US$ 624 milhões, enquanto os minérios de cobre alcançaram US$ 574 milhões. As vendas de cobre apresentaram crescimento superior a 90% ante o mesmo período do ano anterior, indicando uma expansão relevante de produtos que não pertencem ao grupo agrícola.
China é o principal destino
A China recebeu 45,44% das exportações goianas de janeiro a agosto, totalizando US$ 4,3 bilhões. O país continua sendo o maior comprador dos produtos do Estado, principalmente por causa da demanda por soja e outras commodities. Estados Unidos, Espanha, Países Baixos e Canadá apareceram na sequência, com participações de 6,26%, 4,04%, 3,17% e 2,56%, respectivamente.
Rio Verde respondeu pela maior parcela das exportações, com US$ 2,5 bilhões, ou 26,39% do total estadual. Jataí ficou com 7,80%, seguido por Alto Horizonte, com 5,96%; Mozarlândia, com 5,57%; e Palmeiras de Goiás, com 3,79%. A concentração revela o peso das regiões produtoras de grãos e proteínas animais no resultado comercial de Goiás.
Anápolis lidera importações
Nas compras externas, Anápolis concentrou 45,68% do total, impulsionada pela presença do setor industrial e farmacêutico. Catalão respondeu por 18,88%, enquanto Aparecida de Goiânia ficou com 13,72%. A China também foi a principal origem das importações, com 27,65%, seguida por Alemanha, com 11,15%, e Estados Unidos, com 9,72%.
Em agosto, isoladamente, as exportações chegaram a US$ 1,1 bilhão. As importações totalizaram US$ 588 milhões, resultando em saldo comercial de US$ 551 milhões. O desempenho acumulado confirma o papel estratégico do agronegócio na geração de divisas para Goiás e mantém o Estado entre os destaques nacionais da balança comercial.
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