Cooperativa Cotribá analisa dissolução em assembleia extraordinária
A Cooperativa Agrícola Mista General Osório (Cotribá) convocou seus associados para uma assembleia geral extraordinária com o objetivo de discutir a situação econômico-financeira e a possibilidade de dissolução voluntária.

Divulgação
A Cooperativa Agrícola Mista General Osório (Cotribá), uma das maiores do Rio Grande do Sul, está convocando seus 11.393 associados para uma assembleia geral extraordinária. O encontro, agendado para o dia 20 de outubro em Ibirubá (RS), tem como pauta principal a discussão sobre a situação econômico-financeira da entidade e a deliberação sobre a sua dissolução voluntária. A reunião também abordará o início do processo de liquidação e a possibilidade de continuidade das atividades sob essa nova condição.
Pauta da assembleia inclui nomeação de liquidante e conselho fiscal
Além da discussão sobre a dissolução, a assembleia da Cotribá tratará de pontos cruciais para a organização do processo de liquidação. Entre eles, está a inclusão do termo “em liquidação” na razão social da cooperativa, um passo formal para indicar a mudança em seu status operacional. A pauta prevê ainda a nomeação de um liquidante, responsável por conduzir todo o processo de encerramento das atividades e partilha de ativos e passivos, bem como a constituição de um conselho fiscal para supervisionar as ações do liquidante. A definição de remunerações e a prestação periódica de contas sobre o andamento da liquidação também serão temas abordados.
Crise financeira de R$ 1,4 bilhão de dívidas marca o momento da cooperativa
A convocação para a assembleia extraordinária ocorre em um momento delicado para a Cotribá, que enfrenta uma severa crise financeira. A cooperativa acumula um passivo de aproximadamente R$ 1,4 bilhão em dívidas, que se distribuem entre instituições bancárias, fornecedores de insumos agrícolas e milhares de agricultores associados. Essa situação levou à renúncia do presidente Carlos Diehl no dia 24 de setembro, após pouco mais de seis meses no cargo, evidenciando a gravidade do cenário enfrentado pela gestão.
A decisão de discutir a dissolução voluntária reflete os desafios impostos pela atual conjuntura econômica e pelas obrigações financeiras da cooperativa. A expectativa é que, durante a assembleia, os associados possam analisar as propostas apresentadas pela administração e tomar uma decisão que considere os interesses de todos os envolvidos, buscando a melhor forma de gerenciar o encerramento das atividades e a quitação das dívidas pendentes.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.








