Soja sente pressão de safra recorde nos EUA e cai em Chicago
Preços da soja operam em baixa na bolsa de Chicago após projeções de safra recorde nos Estados Unidos. Milho avança impulsionado pela demanda, enquanto trigo mantém estabilidade.

Divulgação
Os contratos futuros da soja negociados na bolsa de Chicago registraram queda nesta segunda-feira, influenciados pelas projeções de uma safra recorde nos Estados Unidos para o ciclo 2026/27. Os contratos com vencimento em novembro de 2026 apresentaram desvalorização de 0,27%, alcançando a cotação de US$ 12,88 por bushel. A divulgação do relatório pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na última sexta-feira sinalizou um cenário de abundância na produção norte-americana, exercendo pressão sobre os preços da oleaginosa.
Milho em alta com demanda aquecida
Em contrapartida, o mercado de milho demonstrou força, com os contratos com entrega em dezembro de 2026 registrando elevação de 0,36% e sendo negociados a US$ 4,8150 o bushel. A sustentação dos preços do milho é atribuída principalmente à crescente demanda, fator que tem impulsionado o setor e gerado otimismo entre os produtores e investidores.
Trigo opera em patamar estável
O trigo, por sua vez, apresentou um comportamento mais contido, com os contratos para dezembro de 2026 operando em leve recuo de 0,07%, cotados a US$ 6,7050 o bushel. A estabilidade observada no mercado de trigo sugere um equilíbrio entre oferta e demanda no momento, sem grandes oscilações significativas.
A dinâmica dos preços das commodities agrícolas em Chicago reflete diretamente as expectativas de produção global e a influência de relatórios oficiais sobre o balanço entre oferta e demanda. Enquanto a soja se ajusta a um cenário de potencial superávit, o milho se beneficia de um apetite robusto, e o trigo mantém uma trajetória de cautela. Esses movimentos são cruciais para o planejamento de produtores e para a definição de estratégias de comercialização no agronegócio.
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