Commodities agrícolas sofrem pressão em Chicago com clima favorável e avanço da colheita
Soja, milho e trigo registram quedas na bolsa de Chicago refletindo boas condições climáticas e o progresso das colheitas nos Estados Unidos e em outros países produtores.

Divulgação
Os preços das principais commodities agrícolas negociadas na bolsa de Chicago apresentaram queda nesta sexta-feira. A soja, em particular, viu seus contratos com vencimento em novembro de 2026 recuarem 0,42%, sendo negociados a US$ 12,5775 por bushel. Essa desvalorização está diretamente atrelada ao avanço da colheita nos Estados Unidos, que se beneficia de um cenário climático favorável, com previsão de tempo seco para os próximos seis dias, conforme apontam análises de mercado.
Milho acompanha tendência de baixa
O milho também seguiu a tendência de recuo, com contratos futuros para dezembro de 2026 registrando baixa de 0,31%, cotados a US$ 4,7650 o bushel. A pressão sobre os preços do cereal é similar à da soja, impulsionada pelo bom andamento da safra norte-americana. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos têm permitido um ritmo acelerado na colheita, o que tende a aumentar a oferta e, consequentemente, pressionar os valores para baixo no mercado internacional.
Trigo sente impacto da oferta global
O trigo não ficou imune à tendência de queda. Os contratos com vencimento em dezembro de 2026 apresentaram uma retração de 1,01%, sendo negociados a US$ 6,63 o bushel. A consultoria Granar destaca que o início da colheita em importantes países produtores, como a Austrália e a Argentina, está exercendo pressão adicional sobre as cotações do trigo. A entrada de novas safras no mercado global tende a aumentar a oferta, impactando negativamente os preços.
A combinação de um clima propício para a finalização das colheitas nos Estados Unidos e o início da temporada de colheita em outras regiões produtoras importantes para o trigo cria um cenário de oferta abundante no mercado internacional. Esse cenário, somado às expectativas de boas safras, tem sido o principal fator por trás da desvalorização observada nas cotações das commodities agrícolas em Chicago.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.








