Arroz para exportação volta a impulsionar preços no RS, mas chuvas e crédito preocupam produtores
Retomada das compras externas eleva o preço da saca de arroz para R$ 90 no Rio Grande do Sul, enquanto condições climáticas e dificuldades no acesso a crédito geram apreensão no campo.

Divulgação
Após um período de negociações estagnadas, o mercado de arroz no Rio Grande do Sul registrou uma retomada significativa nas compras voltadas para exportação. A movimentação, que levou o preço médio da saca a R$ 90, ocorre em um cenário de oscilações na cotação do dólar, fator que vinha impactando o ritmo dos negócios internacionais e, consequentemente, os preços praticados no mercado interno. A entrada de tradings interessadas no produto brasileiro sinaliza um alívio para os produtores gaúchos, que vinham enfrentando dificuldades.
Retomada das exportações traz fôlego ao mercado
O presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Denis Dias Nunes, destacou que a instabilidade cambial havia levado a uma pausa nas negociações. No entanto, a partir de meados de outubro, a entrada de três grandes empresas de comércio exterior comprando arroz para exportação, com um valor médio de R$ 90 por saca, trouxe um novo dinamismo ao setor. Essa demanda externa é vista como um fator crucial para a estabilização e potencial valorização dos preços do grão.
Chuvas e baixas temperaturas desafiam o plantio da nova safra
Apesar do otimismo gerado pela exportação, o cenário no campo apresenta desafios consideráveis. As chuvas frequentes e as baixas temperaturas têm prejudicado o plantio da nova safra em diversas regiões do Rio Grande do Sul. Embora algumas áreas tenham avançado no semeio, a situação geral pode não refletir as dificuldades enfrentadas por produtores em municípios específicos, onde as condições climáticas adversas afetam a emergência das plantas, mesmo em lavouras plantadas mais cedo. Essa instabilidade climática pode comprometer a produtividade e a qualidade do grão.
Acesso a crédito segue como gargalo para os produtores
Somando-se aos desafios climáticos, os produtores rurais enfrentam obstáculos para garantir o acesso ao crédito necessário para a próxima safra. As negociações com instituições financeiras avançam em ritmo lento, gerando preocupação sobre o planejamento e a viabilidade das operações. A orientação da Federarroz é que os produtores busquem apoio nas entidades representativas do setor, uma vez que a situação financeira para a safra vindoura ainda se encontra atrasada, e a liberação de recursos permanece como um ponto crítico para o agronegócio do arroz.
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