Café recua em Nova York ante projeção de excedente na safra global
Contratos de café arábica caem em Nova York com expectativas de safra global recorde. Cacau e suco de laranja avançam, enquanto açúcar e algodão recuam.

Divulgação
Os contratos de café arábica operavam em queda nesta manhã na Bolsa de Nova York, pressionados pelas expectativas de uma safra global recorde e pela possibilidade de formação de excedente no mercado internacional. Os lotes com entrega prevista para dezembro de 2026 recuavam 0,64%, cotados a 2,8620 centavos de dólar por libra-peso.
Expectativa de maior oferta pesa sobre o café
A projeção de aumento da produção mundial reforça o sentimento de cautela entre os investidores. Quando o mercado antecipa uma safra mais volumosa, a tendência é de maior disponibilidade do produto, o que pode reduzir a pressão sobre os preços. No caso do arábica, o movimento de baixa acompanha esse cenário de oferta ampliada e de busca por novos sinais sobre demanda, estoques e condições climáticas nas principais regiões produtoras.
Cacau mantém movimento de alta
Em direção oposta ao café, o cacau avançava 0,97%, com contratos de dezembro de 2026 negociados a US$ 6.013 por tonelada. O destaque ficou por conta da proposta de aumento de 6% na remuneração dos produtores de cacau em Gana para a safra 2026/27. A medida pode influenciar o comportamento dos cacauicultores, que podem adiar vendas na expectativa de melhores condições de comercialização.
Açúcar e algodão recuam
O açúcar também registrava queda, com os contratos de outubro de 2026 negociados a US$ 18,19 por libra-peso, baixa de 2,88%. O algodão acompanhava o movimento negativo: os contratos da pluma com entrega para dezembro de 2026 recuavam 1%, cotados a 87,32 centavos de dólar por libra-peso. Os movimentos mostram uma sessão de ajustes em diferentes segmentos do mercado de commodities agrícolas.
Suco de laranja registra valorização
O suco de laranja concentrado e congelado fechava a manhã em alta. Os contratos mais negociados, com vencimento em novembro de 2026, estavam cotados a US$ 1,47 por libra-peso, com valorização de 2,43%. O avanço contrasta com os recuos observados no café, no açúcar e no algodão, evidenciando a atuação de fatores específicos em cada cultura e a busca dos operadores por referências de curto prazo.
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