Comercialização do milho atinge 74,63% da safra em Mato Grosso
Mato Grosso comercializou 74,63% do milho estimado para a safra 2025/26 em agosto, alta de 10,69 pontos percentuais ante julho. O preço médio ficou em R$ 51,61 por saca, sustentado pela demanda externa e por incertezas sobre a produção nos Estados Unidos.

Divulgação
A comercialização do milho da safra 2025/26 alcançou 74,63% da produção estimada em Mato Grosso em agosto. O resultado representa avanço de 10,69 pontos percentuais em comparação com o mês anterior, mostrando que produtores e empresas intensificaram as vendas durante o período.
Compras avançam de forma gradual
O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) registra, no entanto, que as negociações seguiram em ritmo gradual. A menor atuação das indústrias nas aquisições reflete a necessidade reduzida de recomposição dos estoques, limitando a velocidade das compras mesmo com parcela expressiva da produção ainda disponível.
O índice de comercialização indica que grande parte da safra matogrossense já tem destino definido. Para os produtores, isso reduz a exposição às oscilações futuras de preço, embora a parcela ainda não vendida possa se beneficiar de eventuais avanços nas cotações nos próximos meses.
Preço médio fica em R$ 51,61 por saca
O preço médio do milho comercializado em Mato Grosso foi de R$ 51,61 por saca durante agosto. As cotações receberam apoio do cenário internacional, especialmente da demanda aquecida nos Estados Unidos e da expectativa de estoques finais mais apertados no mercado externo.
A piora nas condições das lavouras norte-americanas ao longo do mês aumentou as incertezas sobre o potencial produtivo da safra dos Estados Unidos. O movimento fortaleceu as cotações na Bolsa de Chicago e ajudou a sustentar os preços praticados no principal estado produtor de milho do Brasil.
Atenção permanece voltada ao mercado externo
A combinação entre vendas internas moderadas e sinais positivos no exterior mantém o mercado atento aos próximos desdobramentos. A demanda das indústrias, o ritmo de colheita e entrega da safra, além da evolução da produção norte-americana, devem influenciar a disposição dos compradores e a formação dos preços nos próximos meses.
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