Café em queda: exportações brasileiras impulsionam baixa nos preços em Nova York
Os preços do café arábica registraram forte queda na bolsa de Nova York, impulsionados pelo aumento das exportações brasileiras. Enquanto cacau e suco de laranja também recuaram, açúcar e algodão apresentaram valorização, mostrando a volatilidade do mercado de commodities agrícolas e a importância de acompanhar as tendências globais para o agronegócio.

Divulgação
Nesta semana, o cenário do agronegócio global foi marcado por movimentos significativos nas bolsas de commodities, com o café arábica enfrentando uma forte desvalorização na bolsa de Nova York. A queda, que impacta diretamente os produtores brasileiros, reflete a dinâmica de oferta e demanda influenciada principalmente pelo ritmo acelerado das exportações do grão proveniente do Brasil, consolidando a posição do país como um gigante no setor.
Os contratos de café com entrega prevista para dezembro de 2026 registraram uma queda expressiva, sendo negociados a US$ 2,83 a libra-peso, representando um recuo de 2,81%. Essa baixa é um desdobramento direto da robustez das exportações brasileiras. Com safras volumosas e uma logística eficiente, o Brasil tem conseguido movimentar grandes volumes para o mercado internacional, o que, embora positivo para a balança comercial do país, acaba por pressionar os preços para baixo em um contexto de maior oferta global. Essa situação exige atenção e planejamento por parte dos cafeicultores, que precisam se adaptar às flutuações do mercado internacional.
Cacau segue em queda
Apesar do movimento de alta em algumas culturas, o cacau não acompanhou a tendência, mantendo sua trajetória de baixa no mercado internacional. Os contratos da amêndoa, com vencimento para dezembro de 2026, recuaram 0,62%, sendo cotados a US$ 5.914 a tonelada. A continuidade da desvalorização do cacau reflete as preocupações com o excesso de oferta ou mudanças na demanda global, impactando regiões produtoras e a indústria de chocolate.
Açúcar em alta nas operações
Em contrapartida, o açúcar mostrou força na bolsa de Nova York, registrando valorização. Os contratos com vencimento em outubro de 2026 subiram 0,43%, alcançando a cotação de US$ 18,48 a libra-peso. O cenário de alta para o açúcar pode ser atribuído a diversos fatores, como condições climáticas em regiões produtoras, expectativas de safra e a demanda por etanol, que compete com a produção de açúcar a partir da cana, especialmente em países como o Brasil.
Algodão também registra alta
O algodão também seguiu uma trajetória de valorização nesta manhã, com os papéis da pluma para entrega em dezembro de 2026 avançando 0,39%, cotados a 87,62 centavos de dólar por libra-peso. A elevação dos preços do algodão pode ser reflexo de uma demanda aquecida da indústria têxtil global ou de projeções de menor oferta em grandes países produtores, um indicativo positivo para os cotonicultores.
Suco de laranja em leve recuo
Por fim, o mercado de suco de laranja concentrado e congelado apresentou um leve recuo. Os contratos mais negociados, com vencimento em novembro de 2026, foram cotados a US$ 1,4610 a libra-peso, com uma baixa de 0,03%. Embora a queda seja marginal, ela sinaliza a sensibilidade do setor a fatores como condições climáticas em pomares importantes, pragas e a própria dinâmica do consumo de sucos no mercado internacional.
A volatilidade observada nas principais commodities agrícolas evidencia a complexidade do mercado global e a interconexão de fatores que influenciam os preços, desde a produção local até as tendências globais de consumo e exportação. Para o agronegócio, especialmente no interior de Goiás, acompanhar essas flutuações é fundamental para a tomada de decisões estratégicas, minimizando riscos e aproveitando oportunidades em um setor tão dinâmico e essencial para a economia.
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