Café arábica fecha em queda na Bolsa de Nova York
O café arábica recuou na Bolsa de Nova York, pressionado pela expectativa de oferta global confortável. Cacau, algodão e suco de laranja avançaram, enquanto o açúcar terminou em baixa.

Divulgação
Café arábica recua no fechamento
Os preços do café arábica encerraram a sessão desta quinta-feira (24) em queda na Bolsa de Nova York. Embora os dois primeiros contratos do painel, dezembro de 2026 e março de 2027, tenham oscilado e chegado a registrar alta em alguns momentos, a pressão vendedora prevaleceu no fechamento. O contrato de dezembro recuou 0,2% e foi cotado a US$ 2,75 por libra-peso. Março terminou a US$ 2,67, queda de 0,17%.
Expectativa de oferta pesa sobre o café
A movimentação ocorreu em um contexto de expectativas de oferta global relativamente confortável. A perspectiva de volumes suficientes para atender à demanda voltou a influenciar negativamente as cotações, ainda que de forma moderada. O resultado mostra que o mercado segue avaliando o equilíbrio entre produção, estoques e consumo, sem indicar, apenas com a sessão, uma mudança ampla de tendência.
Cacau e algodão avançam
O cacau apresentou direção oposta. O contrato de dezembro de 2026 valorizou-se 1,12%, a US$ 5.590 por tonelada, enquanto março de 2027 ganhou 1,17% e fechou a US$ 5.723. No algodão, dezembro de 2026, contrato mais negociado, subiu 0,51%, a 82,31 centavos de dólar por libra-peso. Os demais contratos ficaram entre 86 e 87 centavos.
Açúcar cede e suco de laranja sobe
O açúcar integrou o grupo de quedas. O contrato de outubro perdeu 1,01% e foi cotado a 17,58 centavos de dólar por libra-peso. Já o suco de laranja avançou 0,74%, com o contrato de novembro a US$ 1,50 por libra-peso.
Commodities agrícolas têm desempenho misto
O painel de commodities agrícolas teve desempenho misto, com movimentos que refletem fundamentos específicos de cada produto. Clima, disponibilidade de carga, demanda internacional, câmbio e posicionamento dos investidores continuam influenciando os negócios futuros. Para produtores, cooperativas e traders, acompanhar essas variações é essencial para avaliar oportunidades de venda e proteção contra oscilações de preços.
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