Britânia, em Goiás, conquista autorização para exportar melancia, melão e abóbora
O município de Britânia, no Vale do Araguaia (Goiás), foi oficialmente habilitado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para exportar frutos frescos de cucurbitáceas, como melancia, melão e abóbora. A conquista, que abre portas para mercados internacionais, incluindo o Mercosul, é resultado do apoio técnico da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) e da inclusão da região no Sistema de Mitigação de Risco (SMR) para a mosca-das-frutas.

Divulgação
O cenário do agronegócio em Goiás ganha novo fôlego com uma importante conquista para o município de Britânia, localizado na promissora região do Vale do Araguaia. A cidade foi oficialmente reconhecida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e agora possui autorização para exportar frutos frescos de cucurbitáceas, um grupo que engloba culturas de grande demanda como melancia, melão e abóbora. Essa habilitação representa um passo gigantesco para os produtores locais, que poderão acessar mercados internacionais com exigências quarentenárias rigorosas, expandindo suas fronteiras comerciais e alcançando parceiros do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai.
Inclusão em sistema de mitigação de risco
A conquista de Britânia é resultado de um processo técnico aprofundado que culminou com a inserção do município no Sistema de Mitigação de Risco (SMR) para a praga Anastrepha grandis, popularmente conhecida como mosca-das-frutas das cucurbitáceas. Britânia se junta a outros 19 municípios goianos que já fazem parte desse sistema, demonstrando o avanço do estado na adoção de boas práticas fitossanitárias. A inclusão decorre de uma atuação integrada e de sucesso entre a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), os produtores rurais da região e seus responsáveis técnicos, que trabalharam diligentemente para cumprir todas as exigências definidas pelo Mapa. A decisão foi formalizada através da Portaria SDA/Mapa nº 1.695, publicada no Diário Oficial da União (DOU) no início deste mês.
Apoio governamental e rigor fitossanitário
O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, enfatizou que essa autorização é um reflexo direto da atenção e do investimento que o Governo de Goiás tem dedicado à fruticultura. “Nosso objetivo é proporcionar ao produtor goiano todo o respaldo técnico necessário para que ele consiga acessar os mercados mais exigentes, mantendo sempre o mais alto rigor fitossanitário em todas as etapas da produção. A inclusão de Britânia neste seleto grupo é a prova concreta do sucesso desse investimento e da dedicação incansável da nossa equipe técnica”, destacou Ramos, reforçando o compromisso com a qualidade e a segurança alimentar.
Parceria fundamental para o desenvolvimento
Leonardo Macedo, gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, ressaltou o papel crucial desempenhado pela Agência em todas as fases do processo de habilitação. “Estivemos lado a lado com os produtores e os responsáveis técnicos desde o início, oferecendo orientação precisa no monitoramento das culturas e na elaboração minuciosa do projeto técnico que foi submetido ao Ministério. Essa sinergia entre o setor público e o produtivo tem se fortalecido ano após ano, resultando no aumento contínuo do número de municípios goianos integrados ao SMR e, consequentemente, na expansão de suas capacidades de exportação”, explicou Macedo, sublinhando a importância da colaboração contínua.
Monitoramento contínuo garante excelência
Mário Sérgio de Oliveira, coordenador do Programa de Sistema de Mitigação de Risco para Cucurbitáceas da Agrodefesa, detalhou o rigor técnico exigido para a certificação. “O processo demandou disciplina exemplar e uma constância inabalável. Foram realizadas coletas regulares e um monitoramento permanente nas áreas de produção, durante um período ininterrupto de seis meses. Esse trabalho exaustivo foi fundamental para demonstrar, de forma irrefutável, a ausência da praga, em total conformidade com os protocolos internacionais exigidos. O resultado alcançado não apenas celebra a excelência, mas também comprova o empenho coletivo dos produtores, dos responsáveis técnicos e dos fiscais da Agência”, concluiu Oliveira, celebrando a capacidade goiana de atender aos padrões globais de qualidade.
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