Brasil e China ampliam exportações de miúdos suínos com novo protocolo
Acordo sanitário firmado entre o Ministério da Agricultura e a embaixada chinesa abre mercado para itens como fígado e coração, com potencial de movimentar mais de US$ 2,5 bilhões anuais.

Divulgação
Um importante passo foi dado na relação comercial entre Brasil e China com a assinatura de um protocolo sanitário que autoriza a ampliação das exportações de miúdos suínos brasileiros para o gigante asiático. O acordo, formalizado pelo ministro da Agricultura, André de Paula, e o embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, contempla a inclusão de itens como fígado, coração e esôfago na lista de produtos autorizados. Até então, o Brasil já exportava para a China miúdos externos de suínos, como orelha, rabo e focinho.
Novo capítulo para a suinocultura brasileira
A assinatura do protocolo representa um marco significativo, segundo o ministro André de Paula, que destacou o acesso a um mercado avaliado em mais de US$ 2,5 bilhões por ano. "Significa um capítulo importante na suinocultura brasileira, acesso ao mercado de mais de US$ 2,5 bilhões por ano, valorização da nossa produção e mais renda e emprego no campo e na indústria", afirmou. O embaixador chinês, Zhu Qingqiao, também ressaltou a importância do acordo, classificando-o como um resultado concreto dos esforços conjuntos e uma demonstração do dinamismo das cooperações agropecuárias entre os dois países.
Auditoria chinesa precede anúncio
O anúncio da ampliação do mercado para miúdos suínos brasileiros ocorre ao final de uma auditoria realizada por técnicos chineses em frigoríficos brasileiros. A inspeção, iniciada no dia 20, abrangeu estabelecimentos de produção, fazendas, abatedouros e laboratórios oficiais em seis estados, focando em carnes bovina, suína e de aves. Embora a auditoria tenha sido positiva para os miúdos suínos, não houve, até o momento, anúncios sobre novas habilitações de plantas ou a retirada de suspensões para plantas de bovinos e aves.
Potencial de crescimento e diversificação
O novo protocolo permitirá que 19 plantas brasileiras, distribuídas em Santa Catarina (9), Rio Grande do Sul (8), Mato Grosso (1) e Goiás (1), embarquem os miúdos suínos para a China. Estimativas da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indicam que mais de 100 mil toneladas anuais de miúdos suínos brasileiros poderão ter como destino o mercado chinês. A expectativa é que essa nova oportunidade de exportação, direcionada a um mercado de maior valor agregado, possa gerar um incremento superior a US$ 100 milhões em receita para o setor, contribuindo para a diversificação da pauta exportadora brasileira.
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