Lula sugere mandato para ministros do STF e critica caso Master
Em evento com empresários em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abordou a possibilidade de limitar o tempo de atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal e classificou o caso Master como uma "podridão".

Divulgação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reacendeu o debate sobre a eventual instituição de mandatos para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em declarações feitas nesta sexta-feira (25.set.2026), em um evento com a presença de autoridades e empresários em São Paulo, Lula afirmou que a decisão sobre um possível limite de tempo para a atuação dos magistrados não será tomada isoladamente pelo governo, mas sim com a participação e manifestação da sociedade civil.
Debate sobre mandato no STF e críticas contundentes
Durante o evento Esfera Recebe, organizado pela Esfera Brasil e pelo grupo Prerrogativas, no Tivoli Mofarrej São Paulo Hotel, o presidente expressou sua visão sobre a necessidade de discutir o modelo de escolha e permanência dos ministros da Suprema Corte. "Como que a gente vai escolher o ministro da Suprema Corte? Vai ser mandato perpétuo ou vai ter mandato? Eu não vou saber como e não vou decidir sozinho, mas acho que a sociedade vai ter que se manifestar porque o que está acontecendo não é bom para o país", declarou Lula. Atualmente, os ministros do STF se aposentam compulsoriamente ao atingirem 75 anos.
Caso Master e a "podridão" citada pelo presidente
Em um tom mais incisivo, o presidente Lula abordou o caso Master, referindo-se a ele como uma "podridão". Ele citou nominalmente o fundador da empresa, Daniel Vorcaro, e fez fortes críticas sobre a conduta envolvida no caso. "Esse Vorcaro devia ser um malandro mesmo. Esse cara conseguiu corromper todo mundo. O que ele não corrompeu com dinheiro, ele corrompeu com orgia. Essa é a verdade. A gente vai ficar com frescura de falar essas coisas?", questionou Lula, demonstrando indignação com os desdobramentos do caso.
Outros temas abordados pelo presidente
O discurso do presidente Lula no evento também abrangeu outras questões relevantes para o cenário nacional. Ele criticou o modelo atual das agências reguladoras, questionando sua efetividade e a prática do home office por parte de seus funcionários, o que, segundo ele, dificulta a fiscalização. Além disso, o presidente comentou sobre a política externa dos Estados Unidos sob Donald Trump, reafirmando a soberania brasileira, e abordou a necessidade de reforma no Conselho de Segurança da ONU, criticando o poder de veto dos membros permanentes.
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