sexta-feira, 04 de setembro de 2026
29°CGoiânia, GO
Rota 62
Estradas
BR-153, km 42 — obra reduz pista sentido SulGO-060 — tráfego intenso na saída de GoiâniaBR-060 — pista livre, boas condiçõesBR-153, km 42 — obra reduz pista sentido SulGO-060 — tráfego intenso na saída de GoiâniaBR-060 — pista livre, boas condições
Tecnologia

Qual o melhor intermediário premium: análise dos 4 celulares que brigam de igual para igual no Brasil

Quatro gigantes do mercado disputam a preferência do consumidor nos aparelhos intermediários premium. Enquanto uns apostam em baterias que duram dias, outros priorizam telas cintilantes, câmeras estáveis ou chips que não engasgam em jogos pesados. Veja onde cada um brilha — e onde corta custos.

Max·
Qual o melhor intermediário premium: análise dos 4 celulares que brigam de igual para igual no Brasil

Estratégias opostas: cada marca escolhe um caminho diferente para vender seu intermediário premium

O mercado de smartphones intermediários premium no Brasil virou um campo de batalha onde cada fabricante traça uma estratégia própria. Enquanto algumas marcas miram em baterias que parecem nunca acabar, outras apostam em telas que brilham mais que o sol do sertão ou processadores capazes de rodar jogos sem tropeços. Essa diversidade reflete não apenas a concorrência acirrada, mas também a busca por atender a públicos distintos: quem prioriza autonomia diária, quem não abre mão de uma câmera estável à noite ou quem quer um aparelho que não fique obsoleto em poucos anos.

As especificações que revelam as apostas de cada fabricante

O Samsung Galaxy A57 chega com um chip Exynos 1680, tela de 120 Hz e câmera traseira de 50 megapixels com estabilização óptica — garantia de fotos nítidas mesmo em movimento. Sua bateria de 5.000 mAh é suficiente para um dia intenso, mas o grande diferencial é a promessa da Samsung de seis anos de atualizações do Android, um atrativo para quem não quer trocar de celular a cada dois anos.

Já o Motorola Edge 70 opta por um processador Snapdragon 7 Gen 3, que entrega desempenho superior em jogos e tarefas pesadas. Apesar de ter apenas 4.800 mAh de bateria, o aparelho compensa com um carregamento sem fio, algo raro nessa faixa de preço, além de um painel P-OLED curvado com resolução 1.5K e brilho máximo de 4.500 nits — ideal para quem assiste a vídeos ou joga sob sol forte.

O Oppo Reno 16F e o Realme 16 jogam pesado na autonomia, ambos com baterias de 7.000 mAh. O primeiro se destaca pela certificação IP69 — resistência a jatos de água quente — e uma lente de zoom dedicada na câmera traseira, útil para quem gosta de registrar viagens ou eventos familiares. O Realme, por sua vez, aposta em recursos inusitados, como um espelho na traseira para enquadrar selfies e uma luz auxiliar para fotos noturnas, além de um corpo fino de 8,1 mm que esconde a bateria gigante sem pesar na mão.

Construção e materiais: do couro sintético ao vidro blindado

A escolha dos materiais define não só a aparência, mas também a durabilidade e o conforto no dia a dia. O Galaxy A57 usa traseira em Gorilla Glass Victus+ com laterais de alumínio e certificação IP68, garantindo proteção contra água e poeira. O Motorola Edge 70, por outro lado, aposta em um corpo ultrafino e leve, com um material que imita couro na traseira e um botão lateral dedicado a recursos de inteligência artificial — uma combinação que agrada quem busca sofisticação sem peso.

O Oppo Reno 16F vai além com certificação IP69, que suporta até jatos de água quente sob pressão, ideal para quem trabalha em ambientes externos ou tem crianças em casa. Já o Realme 16 surpreende ao encaixar a bateria gigante em um aparelho de apenas 8,1 mm e 183 gramas, mantendo a praticidade sem abrir mão da robustez.

Telas que brilham — literalmente — nos quatro modelos

Todos os quatro aparelhos utilizam painéis AMOLED, o que garante pretos profundos e bom contraste. O Motorola Edge 70 leva a melhor com um painel P-OLED curvado de 1.5K e brilho máximo de 4.500 nits, perfeito para quem não abre mão de nitidez mesmo sob sol intenso. O Galaxy A57 vem em seguida com um painel plano de 120 Hz e brilho de 1.900 nits, suficiente para uso diário sem ofuscar a vista.

O Oppo Reno 16F e o Realme 16 ficam por conta de telas mais convencionais: 6,57 polegadas, resolução Full HD e 120 Hz. Nenhum deles inova na exibição, mas entregam o básico bem feito, sem exageros que encareçam o produto.

Desempenho em jogos e tarefas pesadas: quem aguenta o tranco?

Nos testes de benchmark com os aplicativos PCMark e 3DMark, o Motorola Edge 70 se destacou nos testes mais exigentes, graças ao Snapdragon 7 Gen 3, o chip mais potente do grupo. O Galaxy A57 ofereceu desempenho semelhante em uso geral, mas a vantagem da Samsung está na garantia de seis anos de atualizações — um diferencial para quem planeja manter o celular por longo prazo.

Os modelos com processadores MediaTek (Oppo Reno 16F e Realme 16) se saíram bem em tarefas básicas, como redes sociais e navegação, mas mostraram limitações em jogos pesados ou aplicativos que exigem muito da GPU. O Realme 16, apesar de superar o Oppo em benchmarks de uso diário, teve desempenho pífio nos testes gráficos, enquanto o Oppo Reno 16F se saiu melhor nos testes 3D, mas ficou atrás do concorrente em tarefas cotidianas.

Câmeras: estabilização óptica X recursos inusitados

A câmera traseira do Motorola Edge 70, com estabilização óptica, entrega vídeos firmes e fotos noturnas sem borrões, ideal para quem grava vlogs ou registros diários. O Oppo Reno 16F, por sua vez, impressiona com uma câmera frontal de 50 megapixels que filma em 4K, além de uma lente traseira dedicada para zoom sem perda de qualidade — perfeito para quem gosta de registrar viagens ou eventos familiares.

O Galaxy A57 mantém o padrão Samsung: vídeos bem definidos e um software que clareia fotos à noite, embora às vezes exagere nas cores. Já o Realme 16 funciona bem em ambientes iluminados, mas a falta de estabilização mecânica deixa as fotos noturnas e vídeos em movimento vulneráveis a borrões.

Bateria: quem dura mais e quem carrega mais rápido

Se a sua prioridade é autonomia, os vencedores são claros: Oppo Reno 16F e Realme 16, com baterias de 7.000 mAh que podem durar dois dias inteiros sem recarga. O Oppo ainda leva vantagem por incluir um carregador de 80 Watts na caixa, enquanto o Realme vem com 60 Watts. O Galaxy A57, com 5.000 mAh, aguenta um dia intenso, e o Motorola Edge 70, com apenas 4.800 mAh, é o único que oferece carregamento sem fio — uma comodidade valiosa para quem não quer lidar com fios.

Nos testes práticos de bateria, o Oppo Reno 16F liderou com folga, aguentando 18h30 até atingir 20% de carga. O Realme 16 ficou em segundo com 16h30, seguido pelo Galaxy A57 (11h30) e pelo Motorola Edge 70 (10h30).

O veredicto: qual é o melhor intermediário premium hoje no Brasil?

A escolha depende do que você prioriza. Se baterias que não acabam são essenciais, os modelos Oppo e Realme são as melhores opções, com leve vantagem para o primeiro por vir com um carregador mais potente na caixa. Para quem já vive no ecossistema Samsung, o Galaxy A57 é a escolha óbvia, oferecendo atualizações por seis anos e um conjunto equilibrado de recursos.

Mas, no geral, o Motorola Edge 70 sai como vencedor. Apesar da bateria menor, ele entrega o melhor conjunto de câmeras, a tela mais impressionante, um corpo ultrafino e o desempenho mais robusto do grupo. É o modelo que melhor equilibra inovação, praticidade e poder de fogo — ideal para quem não quer abrir mão de qualidade sem gastar uma fortuna.

Mais de Tecnologia