Elon Musk prevê revolução robótica até 2036
CEO da Tesla e SpaceX projeta 1 bilhão de robôs humanoides em operação até 2036, impulsionando produtividade e economia global, mas alerta para desafios energéticos críticos.

O empresário Elon Musk apresentou uma projeção ousada durante a cúpula do G20 em Asheville, nos Estados Unidos: até 2036, cerca de 1 bilhão de robôs humanoides estarão operando no mundo. A previsão, alinhada aos investimentos da Tesla no projeto Optimus, reflete a crença do executivo na transformação radical que a inteligência artificial e a robótica trarão para a produtividade global.
IA como catalisadora da automação
Musk destacou que, em um futuro próximo — entre 12 e 18 meses —, os sistemas de IA serão capazes de executar praticamente todas as tarefas digitais com eficiência excepcional. Até 2027, a expectativa é que a inteligência artificial domine completamente o universo digital, deixando para os humanos apenas atividades que exijam interação física direta com o mundo real.
Robôs humanoides: a próxima fronteira
Para preencher essa lacuna, os robôs humanoides surgem como a solução central. Segundo o empresário, a Tesla está à frente desse movimento com o desenvolvimento do Optimus, projetado para realizar uma ampla gama de tarefas. Cada unidade, estima Musk, poderá atingir uma produtividade equivalente a cinco trabalhadores humanos, o que significa que 1 bilhão de robôs teriam capacidade produtiva semelhante à de 5 bilhões de pessoas.
Impacto econômico e energético
A revolução robótica não se limita à automação industrial. Musk calcula que o avanço da IA poderá adicionar entre 20% e 30% ao PIB global, injetando de US$ 20 a 30 trilhões anuais na economia. No entanto, o executivo alertou para um obstáculo crítico: a infraestrutura energética. Enquanto a produção de chips de IA cresce entre 40% e 50% ao ano, a oferta global de energia — excluindo a China — avança apenas entre 10% e 20%. Isso poderia gerar um déficit de pelo menos 15 GW até 2027, ameaçando a viabilidade das operações de alta demanda computacional.
Para contornar essa limitação, Musk revelou que empresas como Google e Anthropic já utilizam capacidade de computação da SpaceX, enquanto a própria Tesla tem investido em soluções próprias, como a construção de usinas dedicadas. Ainda assim, as previsões permanecem ambiciosas, dependendo de avanços não comprovados em fabricação, custo, autonomia e segurança dos sistemas robóticos.



