TSE analisa desistência de Garotinho e pode definir eleição em 1º turno no RJ
Ministro do TSE concede prazo para manifestação da Procuradoria Eleitoral sobre pedido de desistência de recurso de Anthony Garotinho. Decisão pode levar à proclamação de Douglas Ruas como eleito no primeiro turno para o governo do Rio de Janeiro.

Divulgação
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está em vias de analisar um pedido de desistência de recurso protocolado pelo candidato ao governo do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (Republicanos-RJ). O ministro Floriano de Azevedo Marques concedeu um prazo de dois dias para que a Procuradoria Geral Eleitoral se manifeste sobre a solicitação. Após o parecer da procuradoria, caberá ao ministro a decisão final sobre o caso, que pode ter um impacto direto no resultado da eleição para o governo fluminense.
Desistência de recurso pode alterar cenário eleitoral
A movimentação de Garotinho em desistir de um recurso que visava mantê-lo na disputa eleitoral abre a possibilidade de uma nova contagem de votos. Anteriormente, o ministro Floriano de Azevedo Marques havia determinado que os votos destinados a Garotinho fossem considerados anulados sub judice, em decorrência de sua inelegibilidade. A decisão da Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro o declarou inapto para concorrer devido a uma condenação por ato doloso de improbidade administrativa em 2018.
Nova totalização de votos e possível eleição em 1º turno
Com a desistência do recurso, os votos de Garotinho podem ser definitivamente anulados. Uma nova totalização dos votos válidos será realizada, o que poderá levar o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) a proclamar Douglas Ruas (PL-RJ) como o vencedor no primeiro turno. Ruas obteve 49,27% dos votos válidos, e a exclusão dos votos de Garotinho, que somaram 3,17% mas já estavam com candidatura barrada, poderia ultrapassar a marca dos 50% necessários para a vitória imediata, excluindo votos brancos e nulos.
Impacto na disputa pelo governo do Rio
A decisão final do TSE, seja pela aceitação do pedido de desistência ou pela deliberação do plenário, terá um desfecho crucial para a disputa pelo governo do Rio de Janeiro. Caso a anulação dos votos de Garotinho seja confirmada e a nova contagem favoreça Douglas Ruas, a eleição poderá ser encerrada no primeiro turno, evitando a necessidade de um segundo turno contra Eduardo Paes (PSD), que obteve 42,76% dos votos válidos.
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