Trump reforça aliança com o Japão antes de encontro com Xi
Donald Trump elogiou a primeira-ministra Sanae Takaichi e afirmou que a aliança entre Estados Unidos e Japão foi fortalecida. O gesto ganha peso às vésperas da reunião do presidente americano com Xi Jinping, quando a China deve pressionar Washington sobre a militarização japonesa.

Divulgação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou publicamente a aliança com o Japão durante encontro com a primeira-ministra Sanae Takaichi, em Nova York. O republicano elogiou a condução política da líder japonesa e afirmou que ela tem feito um “trabalho tremendo” e “entraria para a história”.
Elogio público fortalece sinal político
A manifestação de Trump confirma a aproximação entre os dois governos. Takaichi, do Partido Liberal Democrata e alinhada à direita, também já demonstrou admiração pelo presidente americano. Após a reunião, a Casa Branca informou que a “sólida aliança” entre Washington e Tóquio saiu fortalecida.
Encontro com Xi coloca o Japão na pauta
O momento escolhido para o gesto aumenta o peso diplomático das declarações. Trump tem encontro marcado com o presidente da China, Xi Jinping, na quinta-feira (24), em Washington. A tensão entre Pequim e Tóquio deve integrar a agenda, como ocorreu no último encontro entre os líderes, em maio.
China reage à guinada militar japonesa
As relações entre China e Japão se deterioraram desde que Takaichi assumiu o poder, em outubro do ano passado. O governo chinês critica o plano japonês de ampliar investimentos no setor bélico e autorizar a exportação de armamentos. Pequim entende que a medida contraria compromissos assumidos pelo Japão após a Segunda Guerra Mundial.
A situação ficou ainda mais tensa após Takaichi afirmar que o Japão poderia intervir em um eventual conflito entre a China e Taiwan. Para a China, qualquer aproximação japonesa desse tipo representa uma ameaça à estabilidade da Ásia-Pacífico e exige resposta diplomática.
Estados Unidos são peça central no equilíbrio regional
Durante a reunião com Xi, a China deve cobrar dos Estados Unidos uma postura capaz de conter as ambições militares do Japão. Para Pequim, o apoio americano a Tóquio pode incentivar uma escalada regional. Para Washington, porém, a aliança com os japoneses continua sendo um dos principais pilares de sua estratégia no Pacífico.
Os elogios de Trump a Takaichi, portanto, vão além da cortesia diplomática. Eles sinalizam que, mesmo sob pressão chinesa, os Estados Unidos pretendem manter o Japão como parceiro estratégico central. O desafio será conciliar esse compromisso com a necessidade de administrar uma das relações mais sensíveis da política internacional.
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