Trump pede a Zelensky que pare ataques à infraestrutura de diesel russa
Donald Trump pediu que a Ucrânia interrompa os ataques contra a infraestrutura russa de diesel, citando impactos no abastecimento global. Zelensky ainda não respondeu à cobrança e voltou a denunciar ataques russos contra instalações energéticas e áreas residenciais.

Divulgação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu neste domingo (13) ao presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que interrompa os ataques contra a infraestrutura de diesel da Rússia. A declaração foi feita durante visita à Irlanda, em meio a preocupações com a oferta global do combustível.
Pedido feito durante visita à Irlanda
Trump afirmou que conversou com Zelensky sobre o tema e disse que a Ucrânia possui outras opções de alvos. Para o presidente norte-americano, os ataques ao diesel russo prejudicam o abastecimento e afetam países além dos envolvidos diretamente na guerra.
“O senhor Zelensky precisa fazer uma coisa: ele precisa parar de atacar o diesel na Rússia. Conversamos sobre isso. Ele tem vários outros alvos”, declarou Trump a jornalistas. Ele acrescentou: “Isso está prejudicando o mundo, nós não queremos que ele atinja o diesel”.
Zelensky ainda não respondeu à cobrança
Zelensky não se manifestou especificamente sobre o pedido de Trump. Em publicações em seu perfil oficial no X, o presidente ucraniano voltou a denunciar ataques russos contra o território de seu país. Segundo ele, instalações energéticas, empresas, ferrovias e edifícios residenciais foram atingidos durante a noite e a manhã.
Em outra mensagem, Zelensky informou que a Rússia lançou cerca de 2.100 drones contra a Ucrânia apenas naquela semana. O número reforça a intensidade da guerra aérea e a pressão sobre a defesa e a infraestrutura ucranianas.
Diesel virou alvo estratégico no conflito
Rússia e Ucrânia atacam estruturas consideradas essenciais para a capacidade militar e econômica do adversário desde o início da invasão russa em fevereiro de 2022. No caso do diesel, o impacto pode alcançar o transporte de tropas, equipamentos, alimentos e mercadorias, além do funcionamento de trens, caminhões e embarcações.
Desde abril, a Ucrânia tem intensificado o uso de drones contra refinarias e estações de armazenamento de combustíveis na Rússia. A estratégia busca reduzir a disponibilidade de diesel para o esforço de guerra russo, mas também pode provocar reflexos no mercado internacional e pressionar os preços em diferentes regiões.
Ofensivas já afetaram a produção russa
Os ataques recentes tiveram efeitos concretos sobre a infraestrutura energética russa. Em julho, a maior refinaria do país precisou interromper as atividades após uma ofensiva ucraniana. No mês seguinte, outro ataque a instalações do setor deixou 13 mortos, evidenciando a escalada contra alvos ligados ao abastecimento.
A cobrança de Trump aumenta a pressão diplomática sobre Kiev em um momento delicado do conflito. Enquanto a Ucrânia vê os ataques ao combustível como parte de sua defesa, Washington passa a avaliar também os efeitos dessas operações sobre o mercado global e o abastecimento internacional.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.








