Prefeito de SP rebate Haddad e o chama de 'sempre perdedor'
Troca de farpas entre Ricardo Nunes e Fernando Haddad após ato de Lula na Avenida Paulista. Prefeito paulistano alfineta histórico eleitoral do petista.

Divulgação
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), elevou o tom em resposta às críticas recebidas do candidato ao governo do Estado, Fernando Haddad (PT). Em declarações recentes, Nunes rebateu a acusação de ter tentado impedir a realização de um ato político na Avenida Paulista, chamando Haddad de "sempre perdedor". A troca de farpas se intensificou após o evento que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Nunes argumentou sobre sua trajetória política para contrastar com a de Haddad. "Fui vereador por dois mandatos e reeleito prefeito, enquanto Haddad perdeu até para votos brancos e nulos. Diria que ele caminha para 'sempre perdedor'", afirmou o prefeito, em alusão às derrotas eleitorais do petista em pleitos anteriores. A declaração surge como uma resposta direta à provocação de Haddad, que havia chamado Nunes de "sempre vereador".
Desentendimento em torno do ato político
A polêmica teve origem em um desentendimento entre a organização do ato político e a prefeitura de São Paulo. O Partido dos Trabalhadores (PT) acusou a gestão municipal de "tentativa de criar confusão em torno da realização do ato" e de "abrir margem para interpretações de cunho político com objetivo de prejudicar a mobilização da agenda". A caminhada, que encerrou a campanha de reeleição de Lula, gerou atritos entre os organizadores e a Polícia Militar, com agentes se aproximando dos trios elétricos antes do início oficial.
Durante a movimentação na Avenida Paulista, a primeira-dama Janja da Silva também direcionou críticas a Ricardo Nunes, sugerindo que ele fosse "plantar batatas". Ela aproveitou a ocasião para afirmar que a avenida seria "ocupada pelo PT no domingo" para comemorar uma eventual vitória de Lula no primeiro turno. A ex-ministra Simone Tebet (PSB) também se manifestou, endossando a ideia de que "tentaram impedir o povo de ocupar a Paulista".
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