Deputado que apoiava Bolsonaro declara voto em Lula e faz acusações contra Flávio Bolsonaro
O deputado federal Otoni de Paula (PSD-RJ), um ex-aliado de Jair Bolsonaro, surpreendeu ao anunciar seu apoio e voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a reeleição. A decisão, revelada em vídeo, veio acompanhada de duras críticas a Flávio Bolsonaro, a quem Otoni acusa de envolvimento com milícias cariocas.

Divulgação
Em uma guinada política que repercutiu amplamente nos círculos do poder, o deputado federal Otoni de Paula (PSD-RJ), até então conhecido por sua proximidade com o ex-presidente Jair Bolsonaro, declarou seu apoio irrestrito ao atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A manifestação, feita em um vídeo divulgado em seu perfil nas redes sociais na última sexta-feira, 2 de outubro de 2026, marcou um ponto de inflexão na trajetória política do parlamentar, que considerou a reeleição do petista como “fundamental” para o Brasil.
Otoni de Paula justificou sua decisão com argumentos contundentes, afirmando que sua posição ao lado de Lula representa uma oposição direta ao candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro. O deputado carioca não poupou palavras ao acusar Flávio Bolsonaro de ter envolvimento com grupos de milícia atuantes no Rio de Janeiro. Em suas palavras, esta mudança de lado seria fruto de um “encontro com a verdade”, distanciando-se das “narrativas” que antes o guiavam.
Reviravolta Política e Acusações Graves
No vídeo, o congressista fluminense detalhou o processo que o levou a essa decisão. “Eu fiz oposição muito ferrenha ao senhor, até que eu tive um encontro com a verdade, não com as narrativas de quem era o senhor. O que me faz estar aqui, presidente, é uma decisão que eu tomei de declarar o meu voto ao senhor já neste 1º turno, embora haja consequências dessa minha decisão, mas a sua eleição, hoje, é fundamental para o nosso país. Do outro lado, nós temos um perigo muito grande”, disse Otoni de Paula, evidenciando a gravidade de sua percepção sobre o cenário eleitoral e os riscos que ele aponta na candidatura de Flávio Bolsonaro.
Além da crítica direta ao filho do ex-presidente, Otoni de Paula também direcionou um questionamento à forma como a fé tem sido instrumentalizada no debate político. Ele criticou a postura de setores que, segundo ele, “excomungam” evangélicos que divergem politicamente. “O evangélico que vota diferente está sendo excomungado pelos próprios irmãos. Isso não é fé. É ódio usando a Bíblia como escudo”, declarou o deputado, ressaltando sua preocupação em não permitir que a igreja, seu estado natal, o Rio de Janeiro, e o país sejam “entregues” a quem ele afirma ter conhecido “de perto”.
A Fé no Debate Político e Críticas ao "Ódio"
A declaração de Otoni de Paula repercute em um momento crucial da política nacional, adicionando uma nova camada de complexidade à corrida presidencial de 2026. A aliança de um evangélico com histórico bolsonarista ao presidente Lula é vista como um movimento estratégico, especialmente considerando a importância do eleitorado evangélico. Em resposta, o presidente Lula afirmou estar ao lado dos evangélicos, assegurando que, após as eleições, se reunirá com o grupo para discutir prioridades e traçar planos para o futuro.
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