PF e Cgu investigam fraude em licitações na Bahia
Operação Linha do Tempo cumpre 13 mandados na Bahia e no Rio Grande do Sul e determina o bloqueio de mais de R$ 13 milhões. Contratos investigados receberam recursos federais para educação e ações emergenciais em Santa Cruz Cabrália.

Divulgação
A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram, nesta terça-feira (22 de setembro de 2026), uma operação para investigar suspeitas de fraude em licitações, corrupção e desvio de recursos públicos federais em contratos da Prefeitura de Santa Cruz Cabrália, no sul da Bahia.
Mandados e bloqueio de patrimônio
A Operação Linha do Tempo cumpre 13 mandados de busca e apreensão na Bahia e no Rio Grande do Sul. A Justiça Federal também determinou o bloqueio e o sequestro de mais de R$ 13 milhões em bens e valores ligados aos investigados, como medida para preservar patrimônio caso as irregularidades sejam comprovadas.
Contratos com recursos federais
A CGU identificou indícios de direcionamento de licitações, superfaturamento e uso de empresas para simular competição entre participantes. Também são apurados pagamentos referentes a produtos que, segundo as investigações, podem não ter sido entregues integralmente ao município.
Os contratos sob análise foram financiados com verbas federais destinadas a ações emergenciais, à compra de mobiliário e equipamentos escolares e à aquisição de playgrounds para escolas da rede municipal de ensino. O destino efetivo dos recursos e a regularidade das entregas serão objetos centrais da apuração.
Investigação recebe apoio policial
O procedimento investigativo foi aberto a pedido do Ministério Público. Além das informações reunidas pela CGU, os órgãos responsáveis receberam uma comunicação registrada na plataforma Fala.BR com novos elementos sobre as suspeitas. A Polícia Civil e a Polícia Militar da Bahia também apoiam a execução da operação.
Bloqueio busca garantir ressarcimento
De acordo com a CGU, a indisponibilidade dos valores tem como objetivo garantir um possível ressarcimento aos cofres públicos se forem confirmados danos ao erário. A medida não representa condenação, pois os investigados ainda poderão apresentar defesa e contestar as acusações durante o inquérito e eventuais ações judiciais.
Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Santa Cruz Cabrália não havia se manifestado até a publicação desta matéria. A administração municipal poderá se pronunciar sobre os contratos investigados e sobre as medidas determinadas pela Justiça Federal.
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