Mendonça acusa Moraes de uso arbitrário do inquérito das fake news
André Mendonça pediu o arquivamento da representação de Alexandre de Moraes e afirmou que relatórios da Polícia Federal usados contra ele são ilícitos. Luiz Edson Fachin abriu procedimento paralelo e pediu manifestações antes de decidir.

Divulgação
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu o arquivamento do pedido apresentado por Alexandre de Moraes para investigá-lo por suposto abuso de autoridade e improbidade administrativa. Na manifestação enviada na noite de terça-feira, 22 de setembro de 2026, Mendonça sustentou que a iniciativa do colega busca desqualificar inquéritos em tramitação na Corte.
Pedido de investigação no STF
A representação de Moraes foi apresentada depois de ele afirmar que Mendonça teria tentado interferir na condução das investigações relacionadas aos casos Master e INSS. O presidente do STF, Luiz Edson Fachin, determinou a abertura de um procedimento paralelo e solicitou manifestações ao diretor-geral da Polícia Federal, ao próprio André Mendonça e ao procurador-geral da República.
Relatórios da Polícia Federal no centro da discussão
Em 3 de setembro, Moraes havia se baseado em relatórios classificados como de inteligência para sustentar a acusação de interferência. Mendonça rebateu a argumentação e afirmou que os documentos utilizados pela Polícia Federal contra ele são ilícitos. Por isso, pediu que Fachin reconheça a irregularidade e arquive a representação aberta contra o ministro.
Disputa institucional ganha novo capítulo
O episódio amplia a tensão entre os ministros e coloca novamente em debate os limites de atuação dos inquéritos em curso no Supremo. A defesa de Mendonça interpreta o pedido de Moraes como uma tentativa de pressionar questionamentos sobre os procedimentos investigativos, enquanto a acusação inicial aponta possível interferência em investigações consideradas sensíveis pela Corte.
Próximos passos no procedimento
Caberá agora a Luiz Edson Fachin analisar as manifestações solicitadas antes de decidir sobre o destino da representação. O caso será acompanhado com atenção por parlamentares, integrantes do Judiciário e setores políticos, pois pode influenciar a condução dos inquéritos citados e reacender discussões sobre segurança jurídica, separação de poderes e independência entre ministros do STF.
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