Pai de Vorcaro pede liberdade ao STF e relata ameaças à família
Henrique Vorcaro, pai do fundador do Banco Master, pediu o fim da prisão preventiva em carta aos ministros do STF. Ele nega envolvimento com o grupo A Turma e relata ameaças contra a família.

Divulgação
Nesta terça-feira (22 de setembro de 2026), Henrique Vorcaro, pai do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, enviou uma carta aos ministros do Supremo Tribunal Federal pedindo o fim de sua prisão preventiva. Empreiteiro, ele nega ter participado dos esquemas investigados e afirma que não conhecia os negócios do filho na instituição financeira.
Pedido de liberdade e relatos de ameaças
O documento sustenta que a mulher e a filha de Henrique são ameaçadas e vivem com parte do patrimônio bloqueado. Ao mesmo tempo, ele pede que os ministros analisem seu caso com imparcialidade e restabeleçam sua liberdade, sua reputação e sua dignidade.
Henrique foi preso preventivamente em 14 de maio por determinação do ministro André Mendonça. A decisão considerou indícios levantados pela Polícia Federal de que ele teria feito pagamentos ao grupo A Turma, organização apontada nas investigações como responsável por intimidar adversários do Banco Master. Na carta, o empreiteiro nega ter feito qualquer solicitação em favor do grupo.
Saúde e relação com Daniel Vorcaro
Henrique também afirma que passou a sofrer crises de vertigem e picos de pressão alta durante o período de detenção. Segundo o relato, ele depende de medicamentos para dor e antibióticos. A família informa ainda que ele não conversava com o genro, Fabiano Zettel, sobre as ações atribuídas ao A Turma.
O pai de Daniel Vorcaro diz não ter acesso aos negócios do filho em Belo Horizonte, São Paulo ou Brasília. Ele reconhece que mantinha uma relação familiar positiva com o banqueiro, mas afirma que era considerado uma pessoa indesejada no Banco Master após Daniel decidir seguir carreira de forma independente.
Investigações avançam no STF
As apurações sobre fraudes no Banco Master integram a Operação Compliance Zero, autorizada inicialmente pela 10ª Vara Federal de Brasília em novembro de 2025. A primeira fase resultou na prisão provisória de executivos ligados à instituição, posteriormente liquidada pelo Banco Central. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região autorizou, ainda em novembro, o uso de tornozeleiras eletrônicas e o retorno dos investigados à prisão domiciliar.
O caso passou ao STF em dezembro de 2025. O ministro Dias Toffoli autorizou a segunda fase em janeiro de 2026 e deixou a relatoria em 12 de fevereiro, quando André Mendonça assumiu o processo. Daniel Vorcaro voltou a ser preso no início de março e permanece detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Ele apresentou uma proposta de delação premiada, cuja análise deve levar algumas semanas.
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