Paes pede ao TSE que mantenha votos de Garotinho válidos em decisão sobre eleição para governador do RJ
Coligação de Eduardo Paes entra com petição para que os votos do ex-governador Anthony Garotinho sejam considerados válidos, em uma reviravolta que pode definir o resultado da eleição para governador do Rio de Janeiro em primeiro turno.

Divulgação
Em uma movimentação inesperada no cenário político do Rio de Janeiro, a coligação Juntos Para Mudar Coragem Para Reconstruir, que apoia o candidato ao governo Eduardo Paes (PSD-RJ), protocolou nesta terça-feira (6) um pedido junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que os votos obtidos pelo ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos-RJ) sejam considerados válidos. A ação visa evitar que a desistência de Garotinho em um recurso específico altere o resultado da eleição para governador, que pode ser decidido em primeiro turno sem seus votos.
Reviravolta jurídica e impacto eleitoral
A petição, endereçada ao ministro Floriano de Azevedo Marques, relator do caso no TSE, argumenta que Garotinho não deveria ter o direito de renunciar a um recurso após o conhecimento do resultado das eleições. A decisão sobre a validade dos votos de Garotinho, que somaram 274.411 (3,17% do total), tem potencial para alterar significativamente o placar. Caso os votos sejam anulados, Douglas Ruas (PL) ultrapassaria os 50% dos votos válidos, garantindo a vitória no primeiro turno, o que a coligação de Paes busca impedir.
O recurso e a desistência de Garotinho
O caso remonta a setembro, quando o registro eleitoral de Anthony Garotinho foi indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) devido à suspensão de seus direitos políticos. Na ocasião, seus votos eram registrados como “anulados sub judice”. Garotinho recorreu para reverter a decisão, e o TSE chegou a ser acionado pela coligação de Paes para julgar o caso com urgência, alegando insegurança jurídica. Contudo, às vésperas da eleição, Garotinho solicitou a desistência do recurso, uma medida que ainda precisa ser homologada pela Corte Eleitoral.
Posições divergentes e o julgamento no TSE
A Procuradoria Geral Eleitoral já emitiu parecer favorável ao acolhimento da desistência de Garotinho. No entanto, a coligação de Eduardo Paes contesta essa posição, sugerindo que a manobra teria sido articulada entre Garotinho e Douglas Ruas para frustrar um segundo turno. Em resposta às acusações, Garotinho declarou que Paes deveria aceitar as consequências da decisão judicial que levou à anulação de seus votos. O TSE agendou para a próxima quinta-feira (8) o julgamento que definirá se Garotinho poderá ou não desistir do recurso, com desdobramentos cruciais para o futuro do governo do Rio de Janeiro.
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