Deputado aponta Pl e Flávio Bolsonaro como entraves para fim da escala 6x1
Rick Azevedo (Psol-RJ) critica atuação do partido e do filho do ex-presidente na lentidão da PEC que busca acabar com a jornada de trabalho 6x1, apostando em pressão popular para aprovação.

Divulgação
A tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a escala de trabalho 6x1 tem enfrentado resistência, segundo o deputado federal eleito pelo Rio de Janeiro, Rick Azevedo (Psol-RJ). Em declarações recentes, Azevedo apontou o Partido Liberal (PL) e o candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, como os principais responsáveis pela lentidão no avanço da proposta no Congresso Nacional. Para o parlamentar, a atuação desses setores tem sido um obstáculo direto aos interesses dos trabalhadores.
PL e Flávio Bolsonaro criticados por atrasar PEC
Azevedo afirmou que a discussão da PEC, que busca garantir um dia de descanso semanal mais consistente para os trabalhadores, está sendo deliberadamente retardada. Segundo ele, se não fosse a interferência de Flávio Bolsonaro e do PL, a proposta já teria sido aprovada. O deputado eleito classificou essa postura como uma tentativa do partido de se posicionar contra a classe trabalhadora, em detrimento de direitos fundamentais.
Mobilização popular como chave para aprovação
Apesar dos entraves, Rick Azevedo demonstra otimismo quanto à aprovação da PEC, mas condiciona o sucesso à mobilização popular e à articulação política do governo. Ele enfatizou que a conquista de direitos no Congresso raramente ocorre sem luta e pressão. Azevedo acredita que a mobilização nas redes sociais e nas ruas será fundamental para pressionar os senadores e garantir que a voz da maioria da sociedade brasileira seja ouvida e respeitada.
Críticas à oposição e defesa da família
O deputado eleito também criticou a posição de Flávio Bolsonaro, que classificou como "escravocrata", e a de outros membros da oposição à PEC. Azevedo questionou o discurso de defesa da família utilizado por esses parlamentares, argumentando que a aprovação da PEC, ao conceder mais um dia de folga, beneficiaria diretamente as famílias trabalhadoras. Ele ressaltou que a proposta conta com mais de 70% de aprovação popular, o que, em sua visão, torna a resistência da oposição um descaso com a vontade da maioria.
Impacto positivo para o governo Lula
A aprovação da PEC 6x1 é vista por Azevedo como um ponto positivo para a imagem e a atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele avalia que a medida reforçaria o compromisso histórico do petista com a defesa dos trabalhadores brasileiros, consolidando sua atuação em um possível último mandato com uma conquista significativa para a classe trabalhadora.
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