Michelle critica veto ao uso da imagem de Bolsonaro na campanha
Michelle Bolsonaro criticou a proibição de usar imagens do marido em sua propaganda eleitoral. A restrição foi determinada pelo TRE-DF com base em decisão de Alexandre de Moraes que suspendeu, por 90 dias, o uso político-eleitoral da imagem de Jair Bolsonaro.

Divulgação
Crítica ao veto eleitoral
A candidata ao Senado e ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) criticou nesta segunda-feira (21) a proibição de usar fotos e vídeos do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em sua propaganda eleitoral. Em declaração publicada em seu perfil oficial nas redes sociais, ela afirmou: “Eu fui proibida de mostrar a imagem do meu marido na minha propaganda eleitoral”.
A manifestação ocorreu quatro dias depois de o TRE-DF determinar a suspensão de uma peça de campanha da candidata que trazia imagens ao lado do ex-presidente. A decisão regional está relacionada à medida do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que restringe a utilização da imagem de Bolsonaro para fins político-eleitorais, inclusive quando o uso for feito por terceiros e independentemente do meio de divulgação.
Vídeo com o rosto coberto
No vídeo, Michelle aparece segurando uma fotografia de Bolsonaro e cobre o rosto dele com a mão. “Como mulher, dói ser obrigada a esconder o rosto do meu marido. Mas uma sentença não mudará o que vivemos juntos nem o que ele fez pelo país. Por mais que tentem apagar a nossa história, jamais conseguirão”, disse.
A candidata também afirmou que o marido está “preso, isolado e com a voz silenciada”. Segundo Michelle, Bolsonaro “governou para o povo, enfrentou poderosos e, por isso, está sendo injustamente perseguido”. As declarações reforçam a tentativa de manter o nome e a trajetória do ex-presidente presentes em sua campanha, apesar das restrições impostas pela Justiça Eleitoral.
Prisão e regime de visitas
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão pela condenação relacionada à tentativa de golpe de Estado. Ele recebeu de Moraes autorização para prisão domiciliar humanitária, motivada por suas condições de saúde, mas continua sujeito a limitações para receber visitas.
Decisão de julho
A determinação de Alexandre de Moraes foi tomada em 17 de julho de 2026 e suspendeu, por 90 dias, a divulgação de manifestos político-eleitorais envolvendo Bolsonaro. A restrição alcança terceiros e qualquer meio de comunicação, abrangendo, na prática, o período eleitoral em curso.
O trecho faz parte da mesma medida que suspendeu as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao pai. A decisão foi adotada depois que o candidato à Presidência divulgou uma carta política de Jair Bolsonaro nas redes sociais.
Decisões eleitorais recentes
A publicação de Michelle também ocorreu cinco dias depois de o TSE proibir a campanha do deputado estadual Lucas Bove (PL-SP) de usar a fotografia de Bolsonaro em santinhos e banners. O tribunal reforçou, assim, a orientação para que a imagem do ex-presidente não seja explorada como recurso de propaganda eleitoral.
O caso coloca no centro do debate o limite entre a narrativa pessoal de candidatos e as regras eleitorais aplicáveis à propaganda. Michelle defende que a imagem do marido integra sua história e sua trajetória política, enquanto a Justiça mantém a suspensão para impedir que Bolsonaro seja usado como apelo de campanha durante o pleito.
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