Marina Silva chama discurso de Lula na ONU de “documento histórico”
Candidata ao Senado pelo Rede avaliou que o presidente demonstrou coragem política ao defender a soberania do Brasil e afirmar que o país não cabe no “quintal” de nenhuma nação.

Divulgação
Marina Silva, candidata ao Senado pelo Rede, classificou como “documento histórico” o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A declaração foi feita na terça-feira (22), durante a Plenária de Mobilização, no Espaço Cultural Elza Soares, na zona oeste de São Paulo.
Soberania e coragem política
Na avaliação de Marina, Lula demonstrou “coragem moral” e “valentia moral e política” ao defender a soberania brasileira em um cenário internacional marcado por disputas entre grandes potências. Para a candidata, esse tipo de posicionamento exige firmeza, especialmente quando o país dialoga com nações que possuem maior poderio militar e econômico.
Marina destacou a frase de Lula segundo a qual o Brasil “não cabe no quintal de ninguém”. Ela interpretou a afirmação como uma defesa da autodeterminação dos povos e do direito de todas as nações, independentemente de seu tamanho ou população, de conduzirem seus próprios caminhos sem submissão externa.
“Eu me sinto feliz e acho que todos devemos estar orgulhosos, pegar aquele discurso e guardá-lo como um documento histórico”, afirmou Marina. Ela também sustentou que a visão multipolar do mundo perdeu espaço para uma ordem mais bipolar, marcada pela concentração de influência entre grandes blocos de poder.
Mobilização política em São Paulo
As declarações foram feitas durante um encontro que reuniu lideranças do PT, de partidos aliados e de movimentos sociais. O evento teve como objetivo articular apoiadores e fortalecer a campanha eleitoral em São Paulo, em um momento de intensificação da disputa política.
Entre os participantes estavam o presidente nacional do PT, Edinho Silva; o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB); Fernando Haddad (PT), candidato ao governo paulista; e Márcio França (PSB), candidato a vice-governador. A presença do grupo reforçou a unidade em torno das candidaturas apoiadas pelo partido e por aliados.
A fala de Marina coloca o discurso de Lula na ONU no centro de um debate mais amplo sobre o papel do Brasil nas relações internacionais. Ao defender a soberania nacional e criticar a subordinação a potências estrangeiras, o presidente busca consolidar uma narrativa de autonomia diplomática que deve continuar influenciando a campanha eleitoral.
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