Manifestação em São Paulo exibe míssil inflável com pedido de ataque nuclear ao Brasil
Durante um ato político em apoio ao candidato Flávio Bolsonaro na Avenida Paulista, manifestantes exibiram um míssil inflável com a controversa inscrição "Trump nuke Brazil". O objeto, que gerou ampla repercussão, provocou fortes críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que classificou a atitude como traição à pátria.

Divulgação
Uma manifestação em apoio ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), realizada no último domingo, 18 de outubro de 2026, na Avenida Paulista, em São Paulo, ganhou notoriedade por um objeto inusitado e profundamente controverso. Em meio ao público, um míssil inflável com a inscrição "Trump nuke Brazil" ("Trump, ataque o Brasil com armas nucleares") foi exibido, atraindo olhares e gerando ampla discussão nas redes sociais e no cenário político nacional. A presença do item, que pedia expressamente um ataque nuclear dos Estados Unidos contra o próprio país, marcou o evento com um tom de forte indignação.
Objeto polêmico viraliza e gera questionamentos
Vestidos predominantemente com as cores verde e amarela, um grupo de manifestantes circulou pela Avenida Paulista com o artefato inflável. A imagem do míssil com a frase em inglês rapidamente se espalhou por plataformas digitais, provocando um misto de perplexidade e condenação. A expressão "nuke", embora informal, é universalmente compreendida como um pedido para usar armamentos nucleares. Tal representação, em um contexto de ato político, levantou sérias questões sobre os limites da liberdade de expressão e a gravidade das mensagens veiculadas em eventos públicos de grande visibilidade.
Crítica contundente de Lula no debate presidencial
O episódio não tardou a repercutir no debate presidencial da Band, realizado na mesma noite. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveitou a oportunidade para criticar veementemente a presença do míssil inflável na manifestação. Em sua fala, Lula questionou a lealdade de seus oponentes aos interesses nacionais, fazendo uma clara associação entre o objeto exibido e a agenda política de seus adversários. O presidente demonstrou preocupação com a mensagem transmitida por tal simbologia, considerando-a prejudicial à imagem e à soberania do Brasil.
Presidente associa ato à "traição à pátria"
Em um tom de censura, o presidente Lula foi além, afirmando que atitudes como a exibição do míssil inflável representam uma "traição à pátria". O petista traçou um paralelo com a atuação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, sugerindo uma linha de conduta que, segundo ele, vai contra os interesses do país. A declaração reforça a seriedade com que o governo encarou o incidente, transformando-o em um ponto central de discussão sobre patriotismo e responsabilidade política em um momento eleitoral crucial. A polêmica promete esquentar ainda mais os ânimos na reta final da campanha.
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