Maioria dos eleitores rejeita cinco ministros do STF, aponta pesquisa
Levantamento da AtlasIntel indica altos índices de imagem negativa para Dias Toffoli, Kassio Nunes Marques, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Edson Fachin. Cármen Lúcia e André Mendonça têm as melhores avaliações, enquanto 61% dos entrevistados dizem não confiar no Supremo.

Divulgação
Uma pesquisa da AtlasIntel sobre a imagem do Supremo Tribunal Federal indica que cinco ministros possuem os maiores índices de rejeição entre os atuais integrantes da Corte. O levantamento também revela um quadro desfavorável para a confiança institucional: 61% dos entrevistados afirmam não confiar no trabalho do STF nem em seus ministros.
Cinco ministros concentram os maiores índices de rejeição
Dias Toffoli registra o quadro mais negativo. Segundo o levantamento, 79% dos entrevistados têm uma imagem ruim do ministro. Ele é seguido por Kassio Nunes Marques, com 63% de rejeição. Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes aparecem empatados em 59%, enquanto Edson Fachin soma 54% de avaliação negativa.
Os percentuais expressam a percepção pública sobre cada magistrado e não indicam intenção de voto ou avaliação direta de decisões específicas. Mesmo assim, a extensão das taxas negativas mostra um desgaste relevante da imagem pessoal dos ministros junto à população consultada.
Cármen Lúcia é a única com aprovação acima da rejeição
André Mendonça e Cármen Lúcia apresentam as melhores avaliações entre os dez ministros atuais do Supremo. Ambos são vistos positivamente por 47% dos entrevistados. A diferença está na imagem negativa: Cármen registra 38% de rejeição, enquanto Mendonça alcança 48%.
Com isso, Cármen Lúcia é a única ministra cuja aprovação supera a rejeição. O resultado de Mendonça é mais equilibrado, com uma diferença de apenas um ponto percentual entre os dois indicadores, o que revela uma avaliação pública dividida.
Confiança no STF cai quase 10 pontos em um ano
A percepção sobre a Corte também piorou em comparação com o ano anterior. Atualmente, apenas 27,8% dos entrevistados dizem confiar no STF e em seus ministros. Outros 11,1% não souberam responder. Em agosto de 2025, a parcela que declarava confiança era de 51,3%, queda de quase dez pontos percentuais em doze meses.
O movimento sugere que o desgaste institucional é mais amplo do que a rejeição a nomes isolados. Embora ministros específicos concentrem avaliações mais negativas, a redução da confiança no conjunto da Corte aponta para um deterioração da imagem do Supremo perante a sociedade.
Levantamento foi feito durante crise envolvendo o STF
A pesquisa foi realizada entre 17 e 21 de setembro de 2026, enquanto o Supremo enfrenta uma de suas maiores crises institucionais nas últimas décadas. O período inclui novos desdobramentos do caso involving o Banco Master e a menção de magistrados da Corte em relatórios da Polícia Federal sobre as investigações.
O levantamento ouviu 1.852 pessoas em todo o país, com idades entre 17 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança da amostra é de 95%. Como qualquer pesquisa de opinião, os resultados retratam um momento específico e não estabelecem, por si só, relação de causa entre os episódios políticos e a queda de confiança no Tribunal.
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