Lula defende 'um pouquinho' dos ricos para os pobres e sanciona lei de qualidade na saúde privada
Em visita a Belém, no Pará, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou sua defesa por maior tributação aos mais ricos para beneficiar os mais vulneráveis e, no mesmo evento, sancionou um projeto de lei crucial para o controle da qualidade na assistência à saúde privada, uma medida com forte carga simbólica envolvendo o ministro Flávio Dino.

Divulgação
Durante uma agenda intensa em Belém, no Pará, nesta segunda-feira (28.set.2026), o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a pautar a questão da equidade social e econômica, defendendo a possibilidade de uma maior contribuição dos mais ricos para o aprimoramento da vida dos pobres. A declaração foi feita em um contexto de visita ao complexo hospitalar da Benemérita Sociedade Portuguesa Beneficente do Pará, no bairro Umarizal, onde o presidente destacou a importância de garantir acesso a serviços de qualidade para toda a população.
A defesa da equidade tributária
Lula enfatizou que sua proposta não se trata de retirar bens dos ricos, mas sim de buscar um equilíbrio na carga tributária para promover melhorias sociais. "Não quero tirar nada de nenhum rico. Se eu puder, eu tiro um pouquinho, fazendo ele pagar mais imposto para melhorar a vida dos pobres. Se eu puder, eu faço isso", afirmou o presidente, reforçando a ideia de que o objetivo é assegurar aos menos favorecidos o mesmo nível de direito e acesso a serviços que hoje são privilégio dos mais abastados. Essa visão alinha-se a discursos anteriores do governo sobre a necessidade de uma reforma tributária que promova maior justiça social.
Qualidade na saúde privada e o caso Flávio Dino
Ainda na capital paraense, o presidente sancionou um projeto de lei de autoria do então senador Flávio Dino (à época no PSB), que hoje ocupa uma cadeira no Supremo Tribunal Federal. O texto cria a Estratégia Nacional de Controle e Avaliação da Qualidade da Assistência à Saúde prestada pela Iniciativa Privada. A medida visa proporcionar mais segurança aos pacientes e assegurar a oferta de um atendimento de alto padrão nos serviços de saúde particulares em todo o país, respondendo a uma demanda crescente por transparência e excelência no setor.
A sanção do projeto carregou um profundo significado pessoal para o ministro Flávio Dino. Lula fez menção à trágica morte de Marcelo Dino, filho do ministro, aos 13 anos, em 2012, após falhas no atendimento médico em um hospital de Brasília. O jovem teve uma crise de asma e enfrentou demora para ser atendido, um episódio que levou a família a processar a unidade de saúde e que, sem dúvida, inspirou a busca por melhorias na fiscalização da qualidade dos serviços de saúde. Em um gesto simbólico e tocante, o presidente tentou ligar para Dino durante a cerimônia, embora não tenha conseguido contato.
Agenda política no Pará
A visita de Lula ao Pará contou com a presença de importantes figuras políticas, como a governadora do estado, Hana Ghassan (MDB), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o prefeito de Belém, Igor Normando (PSDB), e o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. A agenda do presidente em Belém culminaria com um comício na Praça da República, como parte da intensificação de suas atividades na região na última semana antes do primeiro turno das eleições, evidenciando a intersecção entre as pautas sociais, legislativas e o contexto político nacional.
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