Lula afirma não pedir favores a ministros do Supremo
Em entrevista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que não solicita favores a ministros do STF por ele indicados e ressaltou a importância do respeito à autonomia dos Poderes.

Divulgação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, nesta quinta-feira (1º), que não costuma pedir favores aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que ele próprio indicou para a Corte. A afirmação foi feita durante participação no Flow Podcast, em resposta a uma pergunta sobre a possibilidade de intervir em julgamentos que envolvam figuras próximas ao governo, como o ministro Alexandre de Moraes, em casos como o Master.
Ao ser questionado sobre a capacidade de ligar para o ministro Flávio Dino, por exemplo, para agilizar um julgamento antes das eleições, o presidente relembrou sua própria experiência, incluindo o período em que esteve preso. Lula citou o caso de Dias Toffoli, também indicado por ele, que negou seu pedido para sair da prisão para comparecer ao velório de seu irmão. "Eu não peço favor, não indico ninguém em cargo nenhum para me fazer favor. Isso é uma coisa de caráter", enfatizou, defendendo que seu papel é não cometer erros e, caso ocorram, que sejam investigados.
Respeito à autonomia dos Poderes
Lula aproveitou a oportunidade para elogiar a competência do ministro Flávio Dino, destacando sua extensa trajetória política e jurídica, que inclui passagens como deputado federal, governador do Maranhão e ministro da Justiça. O presidente ressaltou que, para um governo ter tranquilidade e governar de forma eficaz, é fundamental o respeito à autonomia de cada Poder. "O Congresso tem a sua função, a Suprema Corte tem a sua. E a Suprema Corte é a mais poderosa", pontuou, sublinhando a importância de não ultrapassar os limites estabelecidos entre as instituições.
A declaração do presidente reforça a postura de independência que ele busca manter em relação ao Judiciário, mesmo com indicações feitas durante seu mandato. A entrevista serviu como palco para o presidente reafirmar seus princípios éticos e a compreensão sobre a separação de poderes como um pilar essencial para a democracia brasileira, evitando qualquer sugestão de interferência indevida em decisões judiciais.
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