Janja usa casaco com bordado palestino pela 3ª vez na ONU
A primeira-dama Janja Lula da Silva usou novamente um casaco com bordado palestino durante a abertura da Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Ela classificou a escolha como símbolo de resistência e solidariedade às mulheres palestinas, no mesmo dia em que Lula discursou no plenário e criticou a ação de Israel em Gaza.

Divulgação
A primeira-dama Janja Lula da Silva usou, pela terceira vez consecutiva, um casaco com bordado palestino durante a abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova York. A peça, presenteada pela Embaixada da Palestina no Brasil, tornou-se uma marca de sua participação no evento nos últimos anos.
Escolha vista como gesto de solidariedade
Em publicação em seu perfil no Instagram, Janja explicou que a vestimenta carrega um significado político e simbólico. Ela descreveu o tradicional bordado palestino Tatreez como uma representação da força, da memória e da resistência das mulheres palestinas.
A primeira-dama também destacou a situação da população civil em Gaza. Segundo estimativa da ONU Mulheres citada por Janja, mais de 38 mil mulheres e meninas foram mortas na região entre outubro de 2023 e dezembro de 2025. Para ela, não pode haver paz enquanto vidas inocentes continuarem sendo perdidas.
Gesto reforça alinhamento à causa palestina
O uso do casaco ocorreu no mesmo dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou no plenário da ONU e voltou a criticar a atuação de Israel na Faixa de Gaza. Lula classificou a ação do governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu como genocídio e afirmou que gerações de palestinos carregarão a dor e o trauma provocados pelo conflito.
Em seu discurso, o presidente também condenou os ataques do Hamas contra civis israelenses. Lula afirmou que a população israelense pagou o preço do radicalismo e da intolerância dos atos terroristas, reforçando a defesa de uma solução que preserve a segurança de palestinos e israelenses.
Defesa da solução de dois Estados
Lula criticou ainda a expansão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia. Para o presidente, a medida torna cada vez menos viável a criação de dois Estados, modelo que considera indispensável para que israelenses e palestinos possam viver com segurança e dignidade em seus territórios.
Com o gesto de Janja e o discurso de Lula, a presença do Brasil na abertura da Assembleia Geral da ONU ganhou forte componente de defesa da causa palestina. A primeira-dama encerrou sua mensagem afirmando que segue em solidariedade a um mundo onde todos os povos tenham o direito de viver em paz.
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