Janja chega a acordo em ação contra ex-conselheiro do Corinthians
Rosângela da Silva e Manoel Ramos Evangelista acertaram os termos de uma ação por danos morais relacionada a uma ofensa publicada nas redes sociais em 2023. O conteúdo do acordo está sob sigilo, e a Justiça ainda analisa o pedido de homologação.

Divulgação
Rosângela da Silva, a Janja, e Manoel Ramos Evangelista, o Mané da Carne, ex-conselheiro do Corinthians, chegaram a um acordo na ação por danos morais movida por ela contra o dirigente. O processo trata de uma publicação feita por Evangelista nas redes sociais em 2023, quando ele usou uma expressão ofensiva para se referir à primeira-dama.
Janja pediu indenização de R$ 50 mil e uma retratação pública. Na petição inicial, a defesa sustentou que a publicação atingiu a honra e a imagem dela, com conteúdo considerado machista e misógino. O processo tramita na 3ª Vara Cível do Foro Regional XI, em São Paulo.
Justiça analisa pedido de homologação
O andamento público do caso registra que o pedido de homologação do acordo foi apresentado em 27 de agosto de 2026. Em 16 de setembro, a Justiça determinou que a parte ré se manifestasse, em 15 dias, sobre os termos propostos para o cumprimento do ajuste. Duas dias depois, uma nova certidão foi incluída nos autos.
Os valores e as condições acertadas entre as partes estão sob sigilo. Assim, não é possível confirmar, com base nas informações públicas do processo, se houve pagamento ou qual foi o montante definido. Também não há detalhes públicos sobre eventual retratação ou outras obrigações assumidas por Evangelista.
Advogada de Janja acompanha o caso
A defesa de Rosângela da Silva é conduzida por Valeska Teixeira Zanin Martins, advogada e mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin. A homologação ainda depende de análise judicial para que o acordo tenha reconhecimento formal nos autos.
Outros episódios envolvendo o ex-conselheiro
Evangelista também esteve envolvido em outras controvérsias no Corinthians. Em 2024, a Polícia Civil de São Paulo concluiu um inquérito e pediu o indiciamento dele por injúria racial contra dois integrantes do Conselho Deliberativo do clube. O ex-conselheiro negou a ofensa e afirmou ter usado outra expressão.
Em 2021, ele foi alvo de uma representação após o envio de uma mensagem de teor machista a uma conselheira corintiana. O Conselho de Ética do Corinthians arquivou a denúncia em dezembro daquele ano. O novo acordo encerra a disputa judicial iniciada por Janja, caso seja homologado pela Justiça.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.








