Haddad e Alckmin participam de ato com público reduzido na Paulista
Evento reuniu menos de 500 pessoas no vão do Masp, sob garoa, para apoiar as campanhas de Fernando Haddad e Lula. Haddad e Alckmin defenderam a quebra dos sigilos relacionados ao caso do Banco Master.

Divulgação
O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, participou na manhã deste domingo, 13 de setembro de 2026, de um ato de campanha no vão do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na avenida Paulista. O evento começou às 10h e teve como objetivo mobilizar eleitores em favor da candidatura de Haddad e da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A presença do vice-presidente Geraldo Alckmin e do presidente nacional do PT, Edinho Silva, reforçou o caráter nacional da atividade. Mesmo assim, o público foi estimado em menos de 500 pessoas. A garoa forte que atingiu a região central da capital paulista durante o evento pode ter contribuído para a presença reduzida de militantes e simpatizantes.
Campanha sob chuva na avenida Paulista
O espaço recebeu tendas, bandeiras do PT, do PCdoB e de outros candidatos, além de materiais de divulgação da campanha. Militantes distribuíam panfletos e adesivos aos participantes, entre os quais havia cartazes em defesa de Lula, contra a escala de trabalho 6x1 e favoráveis à mudança na jornada laboral. Também foram exibidas mensagens associando a disputa eleitoral à defesa da democracia.
A mobilização na Paulista fez parte de uma agenda nacional organizada pelo PT, com atos, carreatas, panfletagens e rodas de conversa em diferentes cidades e estados. A legenda apresentou a iniciativa como uma estratégia descentralizada para ampliar o diálogo com a população e levar o debate político a diversos territórios.
Haddad defende quebra dos sigilos
Durante entrevista a jornalistas, Haddad defendeu a quebra dos sigilos relacionados ao caso do Banco Master, incluindo dados armazenados nos celulares de Daniel Vorcaro, ex-proprietário da instituição financeira. Para o petista, a divulgação das informações permitiria à população avaliar o episódio antes do primeiro turno.
“Se levantarmos agora o sigilo dos celulares do Vorcaro, vamos ter a oportunidade de passar esse país a limpo ainda no primeiro turno”, afirmou Haddad. Ele sustentou que ainda existem informações protegidas por sigilo e que seria necessário esclarecer integralmente o caso.
Alckmin pede investigação rigorosa
Alckmin também defendeu a quebra de todos os sigilos e uma apuração rigorosa. Ao comentar a trajetória do Banco Master, o vice-presidente associou a ascensão de Vorcaro ao período em que Jair Bolsonaro esteve à frente do governo federal e afirmou que o banco foi fechado durante a gestão Lula.
“O que a sociedade espera é quebra de todos os sigilos, apuração rigorosa e busca da verdade”, disse Alckmin. Segundo ele, cabe agora ao Judiciário aprofundar as investigações e esclarecer os fatos relacionados ao caso. As declarações reforçaram o Banco Master como um dos temas usados pela campanha petista para defender maior transparência nas investigações em curso.
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