Fux dá 15 dias à União, ao BC e ao Fgc sobre empréstimo ao Brb
Ministro do STF determinou que União, Banco Central e Fundo Garantidor de Créditos se manifestem sobre a garantia federal solicitada pelo DF para um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões ao BRB. Acordo anterior não avançou e banco segue pressionado por dificuldades financeiras.

Divulgação
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a União, o Banco Central (BC) e o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) se manifestem em até 15 dias sobre o pedido do governo do Distrito Federal para obter garantia federal em um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões destinado ao Banco de Brasília (BRB).
Manifestações antecedem análise da tutela
Depois de receber as respostas, o processo será encaminhado à Procuradoria-Geral da República para emissão de parecer sobre o pedido de tutela provisória. Fux destacou a complexidade da demanda e a necessidade de ouvir os envolvidos antes de avaliar a concessão da medida emergencial.
Acordo de maio não saiu do papel
A operação começou a ser negociada em maio, quando União e Distrito Federal chegaram a um entendimento no STF. O plano previa recursos do FGC, fiança de um sindicato de instituições financeiras e contragarantias com receitas do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), sem aval direto da União. A proposta, porém, não foi concretizada.
Em agosto, uma nova audiência de conciliação confirmou o interesse das partes em manter as negociações, mas não resultou em uma solução definitiva. A definição das garantias continua sendo um dos principais obstáculos para viabilizar a operação.
Fazenda avalia risco fiscal do DF
O Ministério da Fazenda resiste a conceder a garantia porque o Distrito Federal não atende, no momento, aos critérios do Tesouro Nacional para receber aval federal. A unidade federativa possui nota C na capacidade de pagamento, conhecida como Capag, indicador usado para avaliar a situação fiscal de estados e municípios.
FGC pede informações atualizadas sobre o BRB
O FGC também solicita dados mais recentes sobre a situação financeira do BRB, incluindo demonstrações de resultados de 2025 e do primeiro semestre de 2026. O banco enfrenta dificuldades após operações realizadas com o Banco Master, de Daniel Vorcaro. O BRB adquiriu carteiras de crédito da instituição antes de o BC rejeitar, em setembro de 2025, a compra do Master pelo banco público.
Contrato preserva fluxo de depósitos
Em outra medida para proteger a liquidez do banco, Fux determinou em agosto a manutenção por mais 90 dias do contrato entre o BRB e o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). O acordo garante aproximadamente R$ 394 milhões por mês em novos depósitos e foi preservado diante do risco de impacto no fluxo financeiro da instituição.
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