Flávio Bolsonaro critica Lula e diz que não promete picanha ou caneta
Durante live com Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes, Flávio Bolsonaro criticou a promessa de distribuir medicamentos emagrecedores pelo SUS. O senador defendeu prioridade para remédios básicos e afirmou que não repetirá promessas eleitorais que considera improváveis.

Divulgação
O senador e candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, criticou nesta quarta-feira (23 de setembro de 2026) a promessa do presidente Luiz Inácio Lula de incluir medicamentos emagrecedores na rede do Sistema Único de Saúde (SUS). A declaração foi feita em transmissão ao vivo realizada com a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e dos prefeitos Ricardo Nunes e Regina Nunes.
Crítica às promessas eleitorais
Flávio Bolsonaro associou a nova promessa à gestão petista e argumentou que o governo federal anuncia benefícios que não consegue entregar antes do fim do mandato. Ao abordar o tema, o senador afirmou que não pretende repetir promessas populares feitas por Lula durante campanhas anteriores.
“Não vou ficar prometendo picanha. Está faltando aspirina. Não é possível que as pessoas voltem a acreditar em promessas que não serão cumpridas”, declarou Flávio. A referência à picanha remete a uma promessa histórica de Lula, enquanto a caneta emagrecedora foi apresentada pelo presidente como parte da expansão do tratamento da obesidade pelo SUS.
Disputa sobre prioridades na saúde
Para o candidato, o governo deveria concentrar recursos na oferta de medicamentos essenciais, como dipirona e aspirina, disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde. Flávio afirmou que, caso assuma o Planalto, seus compromissos serão mais restritos e voltados à melhoria da atenção básica, sem anunciar tratamentos que considere caros ou de aplicação complexa.
Na transmissão, o senador destacou que os medicamentos emagrecedores costumam ter custo médio de R$ 3 mil e exigem aplicações mensais. Para ele, esse cenário dificulta a inclusão ampla das drogas no SUS e reforça sua crítica ao anúncio feito por Lula.
O presidente anunciou em 17 de setembro a distribuição dos medicamentos pelo SUS. Lula defendeu a medida afirmando que a iniciativa ampliará o acesso ao tratamento da obesidade e contribuirá para a melhoria da qualidade de vida da população. A proposta passa, portanto, a integrar a disputa eleitoral em torno das prioridades para a saúde pública e da capacidade do governo federal em executar grandes programas durante o restante do mandato.
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