Fachin: nenhuma ambição de poder pode se sobrepor à democracia
Presidente do STF ressalta a importância da Constituição e da independência da Corte na proteção do Estado Democrático de Direito, em meio a celebrações dos 38 anos da Carta Magna.

Divulgação
Em um discurso que ressoa com os pilares da República, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, proferiu palavras de ordem em defesa da democracia e da ordem constitucional. Na abertura da Semana da Constituição, em Brasília, o ministro enfatizou que nenhuma aspiração de poder, por mais robusta que seja, tem o condão de se sobrepor à soberania popular e aos preceitos estabelecidos na Carta Magna do Brasil, que celebrava 38 anos de promulgação na mesma data. A fala ocorreu em um momento significativo, um dia após a conclusão do primeiro turno das eleições gerais, adicionando um peso interpretativo às suas declarações.
O papel do STF como guardião da Constituição
Fachin detalhou o papel intrínseco do STF como guardião da Constituição, ressaltando, contudo, que essa função não confere à Corte o direito de se apropriar do texto. A interpretação das normas, segundo o ministro, deve ser pautada por razões compreensíveis, com decisões tomadas com independência e a preservação da atuação colegiada dos seus membros. "Guardar, porém, não é possuir nem se assenhorar. É interpretar com razões compreensíveis, decidir com independência, construir a jurisprudência com a colegialidade que nos define e reconhecer que a jurisdição constitucional serve à democracia precisamente quando permanece fiel ao espaço que a Constituição lhe concedeu", declarou.
Resiliência democrática e a importância do Tribunal
Ao revisitar momentos cruciais da história recente do país, o presidente do STF citou o papel da Corte na preservação do Estado Democrático de Direito, especialmente diante das tentativas de ruptura institucional ocorridas em 8 de janeiro de 2023. Fachin assegurou que as transformações políticas e os desafios inerentes ao desenvolvimento do Brasil não abalam a permanência e a relevância do tribunal. "Conjunturas se alternam, gerações se sucedem, os desafios mudam de roupagem. O Tribunal é maior do que tudo e do que todos, e ele permanecerá", afirmou, transmitindo uma mensagem de estabilidade institucional.
Fidelidade à Constituição e ao povo
Em suas considerações finais, o ministro Edson Fachin reiterou o compromisso da Corte em manter-se "serena, firme, independente, fiel à Constituição e ao povo a quem ela serve". A declaração encerra um ciclo de reflexões sobre a importância da Carta Magna como alicerce da nação e reafirma a posição do Poder Judiciário como um dos pilares essenciais para a manutenção da ordem democrática e do Estado de Direito no Brasil, garantindo que as ambições individuais ou de grupos não se sobreponham aos valores coletivos e à vontade popular expressa nas urnas e na lei maior do país.
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